Eles saíram na frente
Eu, como apreciador do futebol da pátria amada, fiquei só na expectativa de degustar o prato mais clássico do futebol mundial.
Primeiro, o sub-20 como couvert. Indigesto, diga-se. Tudo bem que, à essa altura, todos sabiam que nenhum placar seria injusto. Mas perder da maneira que perdemos foi dolorido. Temos que reconhecer que nossa seleção não era nenhuma maravilha. Fora o fato de perdermos para o rival, chegar à semifinal ficou de bom tamanho.
Amanhã vem o prato principal. O Brasil é favorito, mas o cardápio pode sofrer alterações de última hora. Particularmente, preferia enfentrar o México, que jogam um futebol mais bonito. Me atrevo a dizer que os mexicanos são superiores aos argentinos, o que proporcionaria melhor teste para nós.
Os hermanos, por outro lado, estão desfalcados e têm levado a sério demais a tradição de ser uma equipe raçuda. Em bom português, a seleção argentina que está hoje na Copa das Confederações é um bando de carniceiros. Alguns, vide Cambiasso, com algum talento. Outros com quase nenhum, como Coloccini. Tem até os que jogam muito, mas que ultimamente têm preferido as canelas à bola, na hora de dar os pontapés. Nesse grupo estão Saviola e, com o perdão dos cruzeirenses, Sorín. De qualquer forma, se conseguirmos nos desviar das botinadas, será um bom jogo.
Já o confronto entre São Paulo e River Plate é a sobremesa que a imprensa brasileira insiste em querer nos vender. Confesso que torcerei pro tricolor, mas não acho que este confronto deva entrar na conta. Deleite de verdade terão os são-paulinos, se confirmada a doce e provável vitória.
Separados no nascimento



















