quinta-feira, janeiro 19, 2006

Sessão de férias

Para quem gosta de futebol, janeiro é um mês morno. Os estaduais estão apenas começando, os jogadores estão desentrosados e com alguns quilinhos a mais, os estádios estão vazios...

Mas para aqueles que, como eu, não conseguem dar um tempo na paixão, minha dica é ir à locadora e alugar um filme de futebol. Pode ser um documentário, como Pelé Eterno ou FIFA Fever. Ou algo que encha os olhos de água, como é o caso do lançamento Duelo de Campeões.

O filme conta a história da seleção norte-americana que jogou a Copa de 50, no Brasil. Narra, de maneira emocionante, a trajetória de uma equipe amadora que foi responsável por uma das maiores zebras da história do futebol: a famosa vitória sobre os ingleses no estádio Independência, em Belo Horizonte.

Claro que o filme tem suas falhas, a começar pelo título em português. Originalmente, o filme se chama The Game of Their Lives (O Jogo de Suas Vidas). A tradução, além de tirar o tom épico, cria um problema: o duelo em questão foi histórico, mas dele fizeram parte equipes que não foram campeãs de coisa alguma, se levarmos em conta apenas o sentido mais objetivo do termo.

Além disso, a película tem suas patriotadas, mas nada tão ufanista quanto a maioria dos filmes do gênero. E ainda atropela fatos relevantes: no filme, o jogo entre Estados Unidos e Espanha – que foi disputado em Curitiba e antecedeu a partida histórica – nem mesmo ocorreu.

Mas, escorregadas à parte, o filme é belíssimo e com certeza irá agradar a todos que amam o futebol. Tanto que, nos extras do DVD, um dos atores diz que se trata de uma história que, se não fosse real, seria um roteiro bastante inverossímil. Não há definição mais precisa.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Para tudo há uma explicação

A pergunta pode parecer tão irrelevante que quase ninguém tenta buscar uma resposta para ela: porque o lateral-esquerdo normalmente joga com a camisa de número 6 às costas?

O que poucos sabem – incluindo aí alguns que conhecem um bocado de futebol – é que há, sim, uma explicação lógica para cada camisa ter o número que tem.

De cara, pode-se deduzir que, quanto mais avançado no campo, maior será o número do jogador. Seguindo esta lógica, porém, era de se esperar que o centroavante vestisse a 11 e que o camisa 7 fosse, no máximo, um segundo volante.

Para entender toda a história, então, é necessário voltar até a década de 30 quando o Arsenal, da Inglaterra, era treinado por Herbert Chapman. Foi nessa época que os jogadores ingleses passaram a vestir uniformes numerados. E Chapman, como alguns já devem saber, revolucionou o futebol ao criar o WM, esquema tático com três zagueiros, duas linhas de dois médios e três atacantes.

Os jogadores de Chapman, dessa forma, recebiam a numeração de acordo com os vértices das letras W e M. Os atletas que formavam o W eram numerados de 2 a 6 e os que formavam o M recebiam as demais camisas. O goleiro, é claro, vestia a número 1.

Com o tempo e as evoluções táticas, o sentindo original da numeração foi se perdendo. Um dos meias defensivos recuou, dando origem ao quarto-zagueiro, que normalmente atua com a 3. A camisa 10 passou a ser a mais cobiçada, depois que Pelé e Maradona a vestiram. E, no próprio Arsenal, hoje temos um centroavante que pegou emprestado o número de um zagueiro reserva.