terça-feira, julho 26, 2005

Tenha dó!


Quando, no início do Brasileirão, o Botafogo deu um belo sprint e quase enganou o seu torcedor, teve gente que de pronto se manifestou, dizendo que o nível técnico do nosso campeonato nacional estava baixo. Após 14 rodadas, temos agora como líder a tradicionalmente mediana Ponte Preta, o que só faz reforçar as críticas da turma pessimista.

A essa altura, o leitor já deve ter percebido que discordo de quem acha que o campeonato deste ano está uma droga. Em comparação com o ano passado, o nível técnico da competição está muito melhor.

Existem também os excessivamente otimistas. Para estes, o maior lugar-comum consiste em dizer que o Brasileirão é ótimo porque está sempre entre os campeonatos mais equilibrados do mundo. Contudo, apenas este fator não faz com que qualquer campeonato seja decente. Tanto que, no ano passado, dissemos que o campeonato estava parelho, mas nivelado por baixo.

Porém, este ano as coisas parecem diferentes. A posição da Macaca não deixa de ser surpreendente, mas quem já assistiu a alguma partida dos pontepretanos sabe que não se trata de mero acaso. Em resumo: desta vez, teremos mais candidatos ao título – ao invés dos manjados Cruzeiro, Santos, São Paulo e Atlético Paranaense, que dão as cartas desde que o Brasileirão se tornou um campeonato por pontos corridos –, e, o que é melhor, todos jogando um futebol de fazer gosto.

Arrisco-me a dizer que, do São Paulo – que está atualmente em 16º lugar – para cima, todos as equipes ainda têm condições de arrebatar o caneco. Condições não só matemáticas, mas práticas mesmo. Daí para baixo estão os que tentarão desesperadamente se salvar. Com esses me preocupo bastante e por eles nutro um sentimento não muito nobre: acho que estão de dar dó!

Tenho muita dó do Figueirense, que ano passado fez campanha muito superior. Também sinto peninha do Flamengo, que fez uma partida horrorosa contra o Coritiba. O Coxa, aliás, só não merece meus sentimentos porque, após ceder o empate jogando com um homem a mais, conseguiu um gol salvador nos acréscimos.

Tenho dó do Atlético Paranaense e do Paysandu, acostumados a fazerem campanhas muito superiores à deste ano, assim como sinto pelo Atlético Mineiro, que tem um time razoável para bom, mas não consegue embalar.

E, acima de tudo, tenho dó do Vasco, que tem o pior elenco do campeonato, flerta com o rebaixamento há várias temporadas e dá toda a pinta de que este ano vai para o buraco. Para piorar, o clube ainda pode perder seis pontos pela escalação irregular do volante Ygor no clássico contra o Flamengo. Aí sim, vai ser de chorar de compaixão.

terça-feira, julho 19, 2005

Resultado de enquete

Quem foi o principal responsável pela vitória do Brasil na Copa das Confederações?

A Argentina - 10 votos (30,30%)
Adriano - 9 votos (27,27%)
Kaká - 6 votos (18,18%)
Cicinho - 2 votos (6,06%)
Robinho - 2 votos (6,06%)
Ronaldinho Gaúcho - 2 votos (6,06%)
Parreira - 1 voto (3,03%)
Outro jogador - 1 voto (3,03%)

Total: 33 votos

terça-feira, julho 12, 2005

O campeão das mesas-redondas

Não é novidade para ninguém que, para a imprensa de Rio e São Paulo, os times paulistas e cariocas merecem toda a atenção e, para o resto, fica o espaço que sobrar na página do jornal ou no fim do noticiário.

Como Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo têm vivido dias difíceis nos últimos anos, com uma exceção aqui e outra ali, os jornalistas do Rio estão até um pouquinho mais conformados e realistas. Já a grande maioria dos cronistas paulistas ainda não saíram de cima da soberba.

Assim sendo, já era de se esperar que o grosso da imprensa enchesse o peito e gritasse para quem quisesse ouvir que o São Paulo é o grande favorito para a conquista da Libertadores. Boa parte desta “certeza” vem do bairrismo.

Bairrismo este que fez o normalmente equilibrado Lance, na quinta após a partida em Porto Alegre, dedicar meia página a notas e análises individuais das atuações dos jogadores da equipe tricolor. Com direito a foto e tudo mais. Aos atletas do time do Paraná, nada mais que um box no cantinho, com palavras frias e resumidas.

Para o Lance, seria o Atlético Paranaense um time estrangeiro? Respeito, cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém. E, como todos sabem, só peru morre de véspera. Porém, não lhes tiro toda a razão ao dizerem que o São Paulo é o virtual campeão.

Para chegar a tal conclusão, basta uma olhadela nos elencos dos dois finalistas. Na meta, o Atlético Paranaense tem Diego. Um bom goleiro, porém mais limitado que o arqueiro são-paulino. Na zaga, Fabão e Lugano jogam muito mais que Danilo e o trapalhão Durval. No ataque, se os competentes Lima e Aloísio podem resolver, que dizer então de Luizão e Amoroso?

Claro que os que dizem que o São Paulo já é campeão se baseiam também em outros elementos, como mando de campo, tradição, comando técnico, entre outros. Mas o que mais me chateia é saber que, se nada disso fosse fato, eles estariam cantando a vitória tricolor da mesmíssima maneira.

domingo, julho 10, 2005

And the Laureus goes to...

Praticamente desconhecido até por quem gosta de esportes, o prêmio Laureus, desde 2000, tenta levar para o mundo dos atletas o glamour da estatueta dourada. O resultado é uma festa meio estranha, com jeitão de segunda divisão do cobiçado prêmio dado aos melhores do cinema.

Quer uma prova deste desprestígio? A cerimônia foi exibida no SporTV algumas vezes durante esta semana, quase dois meses após sua realização. Uma parte do atraso se deve, provavelmente, ao tempo para edição e confecção das legendas. No mais, foi falta de interesse mesmo.

Confesso que assisti o evento por mero acaso. Como os atletas, acho muito mais emocionante presenciar uma conquista no campo (ou quadra, pista etc.) do que se submeter aos caprichos de uma academia.

Explico minha teoria: quem merece o prêmio de melhor equipe do último ano? O FC Porto, campeão europeu, que contou com sorte e competência para chegar ao título? A seleção grega, que com um futebol super-pragmático conquistou a mesma Europa? O Boston Red Sox, time de beisebol campeão da liga norte-americana? A Ferrari, que passeou na F1 no ano passado? Ou a seleção argentina de basquete, campeã olímpica, que fez acordar o Time dos Sonhos?

Para mim, cada conquista tem um gostinho único. Mas, talvez movido por minha paixão pela bola-ao-cesto, daria o título aos hermanos.

Pois o “presente” foi para os gregos. Aí não! Até a impagável seleção européia de golfe, que também figurava entre os indicados, deve merecer mais tal honra.

Em tempo: exceção feita aos brasileiros que atuam no time do Porto, o unico brasileiro indicado ao prêmio foi o nadador paraolímpico Clodoaldo Silva, que não levou. E, sem medo da patriotada, me pergunto: cadê a nossa seleção de vôlei?

Site oficial do prêmio Laureus: www.laureus.com

terça-feira, julho 05, 2005

Por um Brasileirão mais Atlético

O Atlético Mineiro se reencontrou com a vitória, o que não ocorria desde 4 de maio, quando o time venceu o Ituano por 3 a 1, pela Copa do Brasil. Seu xará paranaense perdeu novamente e, embora seja finalista da Libertadores, amarga a lanterna no nacional, com três míseros pontinhos. Existiria semelhanças entre os tormentos que ambas equipes enfrentam? Me arriscaria a dizer que não.

O erro do Furacão tem sido priorizar a competição sul-americana. E cair no papo-furado da imprensa, que sempre insinua que o time sairá da zona de rebaixamento quando quiser e o fará quando acabar a Libertadores. Na atual década, o rubro-negro de Curitiba sempre esteve entre as cinco equipes mais competitivas do nosso país. Mas, hoje, o elenco do time não é maravilhoso e, quando abrir o olho, pode ser tarde demais.

Já o time do Galo, reconhecidamente superior à equipe do Brasileirão passado, ainda tem que provar que merece estar na elite do futebol nacional. Após dez rodadas, o Atlético de 2004 somava 12 pontos, quatro a mais que atualmente. E, curiosamente, tinha o mesmo número de gols marcados e sofridos que tem hoje (14 pró e 17 contra). Ou seja: pelo andar da carruagem, o perrengue do ano passado tende a se repetir, podendo até ter um final nais trágico.

Na verdade, o futuro dos Atléticos dependerá bastante das duas próximas rodadas. No dia 10, eles enfrentarão seus rivais na rodada dos clássicos estaduais e, convenhamos, uma vitória a essa altura pode fazer muita diferença, pois além dos pontos, estará em jogo o moral das equipes.

Depois, os dois times se enfrentarão. Um duelo importantíssimo, em que o favoritismo irá para o time que conseguir vencer seu rival na partida anterior. O Mineirão abrigará, então, uma partida que deve atrair os olhares dos amantes do futebol.

A partir daí, teremos uma idéia melhor de quem vai ter bala na agulha para se salvar do descenso. Tradição, ambas equipes têm de sobra. Tanto que o Galo é o time que mais “subiu ao pódio” no Brasileirão, enquanto o Furacão costuma freqüentar a metade de cima da tabela desde 1996, ano em que voltou à primeira divisão, depois de duas temporadas na segundona.

Considerando elenco, tradição, motivação e a atual configuração da tabela, penso que os mineiros têm mais chances de se salvar que os paranaenses. Muitos poderão argumentar que ainda é muito cedo para este tipo de prognóstico. Mas acho que, neste elevador que está subindo, só tem vaga para um Atlético.

domingo, julho 03, 2005

Resultado de enquete

Como será o desfecho do Botafogo neste Brasileirão?

Ficará no meio da tabela - 21 votos (50,00%)
Se classificará para a Sul-americana - 16 votos (38,10%)
Será campeão - 3 votos (7,14%)
Se classificará para a Libertadores - 1 voto (2,38%)
Será rebaixado - 1 voto (2,38%)

Total: 42 votos