sexta-feira, junho 30, 2006

Resultado de enquete

Quem será o artilheiro da Copa?

Ronaldo (Brasil) - 6 votos (42,86%)
Klose (Alemanha) - 5 votos (35,71%)
Frei (Suiça) - 2 votos (14,29%)
Outro - 1 voto (7,14%)
Crespo (Argentina) - nenhum voto
Delgado (Equador) - nenhum voto
Shevchenko (Ucrânia) - nenhum voto

Total: 14 votos

quarta-feira, junho 28, 2006

Para entrar para a história

Não foi um banho de bola, ainda que tenha sido a vitória mais elástica das oitavas-de-final. Mesmo assim, a partida de hoje entre Brasil e Gana entra para a história das Copas. Foi o jogo que estabeleceu o maior artilheiro das histórias dos Mundiais, Ronaldo e seus 15 gols. O gol de Adriano também foi responsável por outra marca: o 200º gol brasileiro em Copas do Mundo.Cafu passou a ser o jogador que mais vestiu a amarelinha em Mundiais, bem como o atleta com maior número de vitórias. E, a cada triunfo, nossa seleção aumenta o próprio recorde de vitórias seguidas em Copas do Mundo: a de ontem foi a 11ª.

Outra marca passou quase despercebida em meio a tantos recordes quebrados. Roberto Carlos alcançou sua 100ª vitória pela seleção. E o fez em grande estilo: Roberto teve uma boa atuação, como há muito não fazia, e deve acalmar seus críticos pelo menos até a partida contra a França. O lateral pode não ter feito gols, mas preste atenção nos melhores momentos e verá sempre um carequinha sozinho na extrema esquerda. Seus companheiros não o serviram tanto quanto poderiam, mas o jogador do Real Madrid mostrou que ainda pode ser muito útil à seleção.

Mesmo com a atuação à moda italiana – indo ao ataque apenas com segurança, dando prioridade à defesa e quase matando o torcedor do coração –, a vitória foi inquestionável e nenhum jogador teve um mau dia. Kaká errou muitos passes, mas está perdoado, pois deixou Ronaldo na cara do gol logo nos primeiros minutos, sendo um dos principais responsáveis pela relativa tranqüilidade que o Brasil teve durante toda a partida. Além de ter participado da jogada do gol de Adriano.

Ronaldinho teve atuação discreta. Mais do que ele ou Roberto Carlos, quem roubou a cena pelo lado esquerdo foi Zé Roberto, eleito pela segunda vez o melhor em campo pela Fifa, a exemplo do que aconteceu na vitória contra a Austrália. A falta de Robinho nem foi sentida. Mas seu provável retorno contra a França irá acrescentar velocidade ao ataque brasileiro.

Lúcio e Juan, quem diria, fizeram outra segura atuação. Há anos esperamos ao menos uma trapalhada por jogo da dupla de zaga brasileira, seja ela formada por quais jogadores forem. Os dois não cometeram, até agora nesta Copa, uma bobagem sequer, ainda que Juan pudesse evitar aquele cartão amarelo do jogo de hoje.

Mas quem mereceu levar o meu rádio NKS na tarde de ontem, independente da premiação da Fifa, foi Dida. Os ganeses penaram para acertar o gol, mas quando o fizeram, a muralha baiana estava lá para intervir a nosso favor. Foram defesas de todo tipo: encaixando, em dois tempos, espalmando... até defesa de handebol. O futuro do Brasil na Copa parece estar em boas mãos.

Foi só elogiar...

As atuações dos juízes na primeira fase da Copa renderam elogios, inclusive do Montinho Artilheiro: seguros e rígidos, eles pareciam dispostos a apagar a má-impressão deixada no Mundial da Ásia. Mas boa parte das arbitragens dos mata-mata tem sido lamentável. O brasileiro Carlos Eugênio Simon, que teve péssima atuação em Itália x Gana, não complicou em Inglaterra x Equador. Mas Massimo Bussaca, árbitro suíço que apitou Argentina x México e o russo Valentin Ivanov, juiz de Portugal x Holanda, puseram tudo a perder. O questionável pênalti marcado pelo espanhol Luís Medina Cantalejo a favor da Itália e a complicada atuação do trio eslovaco na partida do Brasil também merecem registro.

Adiós, España!

Não adiantou jogar bonito na primeira fase. A Espanha seguiu sua triste sina e está fora da Copa, eliminada pela França. E, dessa vez, a culpa não pode ser colocada na arbitragem: os franceses foram, de fato, superiores aos espanhóis.

Fato curioso: com a vitória francesa, os seis campeões mundiais que se classificaram para a Copa seguem na disputa. Das seleções que alcançaram as quartas-de-final, apenas Portugal e Ucrânia nunca levantaram a taça. Em 2002, apenas três campeões – Alemanha, Brasil e Inglaterra – chegaram às quartas. Mesmo número de 98, quando Brasil, Argentina e Itália ficaram entre os oito melhores. Em 94, apenas Brasil e Itália foram tão longe.

segunda-feira, junho 26, 2006

A batalha de Nuremberg

A partir de ontem, um novo sinônimo, com nome e sobrenome, deveria ser incorporado ao verbete pé-quente nos dicionários de língua portuguesa: Luís Felipe Scolari. No jogo que foi uma verdadeira guerra, Felipão foi o general do exército vitorioso. Mostrou ter competência, fibra e sorte em doses cavalares.

Quem ligou a TV apenas a fim de assistir um bom jogo, sem tomar partido de lusos ou batavos, desistiu da isenção logo nos primeiros minutos. Do ponto de vista técnico, aliás, não foi uma grande partida. Mas a pugna em que o jogo se tornou fez com que os espectadores grudassem em seus assentos e respirassem fundo ao antever cada botinada. E fez com que o pretenso bom jogo se tornasse uma batalha emocionante.

Desafio algum espectador da partida a dizer que não vestiu as cores de uma das seleções com o passar dos minutos. Revelo, agora, a minha escolha e explico: torci por Portugal. Os holandeses, desde o princípio, batiam bastante e tentavam, a cada jogada, levar o árbitro Valentin Ivanov no grito. O pior é que, mais das vezes, conseguiam. E a desastrada atuação do juiz russo se tornou a pior da Copa até aqui.

Não que os jogadores portugueses tenham se comportado como vaquinhas de presépio. Pelo contrário, bateram tanto quanto o adversário, ainda que cada sarrafada lusitana tenha sido a título de revide. Mas um lance foi decisivo para que o time neerlandês ganhasse a antipatia do mundo: após lance em que Portugal sairia na cara do gol, o trapalhão do apito paralisou a partida para atendimento médico a um jogador português. Na bola ao chão, pasmem, o time holandês não devolveu a posse de bola.

Claro que o decantado fair play, apesar de belo e recomendado, não é obrigatório. Mas reparem que Figo iria disputar o bola-ao-chão e desistiu quando o adversário deu a entender que faria a gentileza. Parece-me que o time laranja andou aprendendo com os argentinos na partida da primeira fase.

No mesmo lance, Deco entrou maldosamente em Heitinga, o tempo fechou, houve empurra-empurra entre as duas equipes e a única conseqüência do lance foi um amarelinho para o luso-brasileiro. Enumerar todos os lances ríspidos a partir daí seria enfadonho. Mas impressionam os números: o saldo final foram 12 cartões amarelos e dois expulsos para cada lado, recorde de expulsões da história das Copas. O total de faltas, porém, foi baixo: para os anais, ficará a singela marca de 15 faltas holandesas contra apenas 10 portuguesas. Mas, como bem definiu Fernando Calazans, “cada falta deste jogo valeu por três”.

No fim das contas, o gol solitário da partida, marcado por Maniche ainda no primeiro tempo, ficou ofuscado em meio a tanta confusão. “Foi um jogo com cara de Libertadores”, definiria Felipão ao final do encontro. Sim, foi uma classificação suada, dramática, que me lembrou um fado de Chico Buarque. Não foi bonita a festa, pá! Mas fiquei contente.

Um balanço das oitavas

Argentina x México foi outra boa partida. Coincidentemente, teve também arbitragem confusa, que poderia ter mudado o destino das equipes, embora o golaço de Maxi Rodriguez afaste qualquer tentativa de classificar a vitória argentina como injusta. Na partida entre Alemanha e Suécia, os donos da casa passearam e em Inglaterra x Equador, o jogo menos movimentado das oitavas, os ingleses se deram melhor única e exclusivamente por terem Beckham e uma falta na entrada da área.

sexta-feira, junho 23, 2006

Tá parecido!

Com o fim da participação brasileira na primeira fase da Copa, o que não faltou foram pessoas comparando a Seleção atual com as de outros Mundiais. Claro que comparações e coincidências serão sempre inevitáveis. E, para não destoar, farei também as minhas observações.

Evidentemente, esta Seleção tem muito em comum com a de 2002. A começar por boa parte do elenco. A campanha também é muito parecida. Em ambos Mundiais, estreamos mal, jogando apenas para o gasto – em 2002 contamos, inclusive, com a ajuda do juiz. Na segunda partida, melhoramos um pouco, mas ainda não convencemos. Na última, já classificados, colocamos os reservas para correr e goleamos em jogos com cara de treino. Até a horrorosa combinação do uniforme foi idêntica.

Mas, se perdêssemos, viria à mente a Copa de 98. Em todos os Mundiais que o Brasil levantou a taça, ele o fez de forma invicta. O Mundial francês poderia ser a exceção, já que chegamos à decisão após perder para a Noruega na primeira fase. Mas do final da história todos devem se lembrar.

A campanha brasileira lembrava também 1994, quando o mesmo Parreira levou o Brasil à conquista com um futebol burocrático. Seria Ricardinho o Zinho de 2006? E Kaká pode se transformar num Raí durante os jogos eliminatórios? Não seria má idéia, todavia, se algum de nossos atacantes desse uma de Romário. Ainda bem que o jogo de hoje afastou um pouco essas comparações arrepiantes.

Esta Seleção também tem um pouquinho da de 70. Aquela pela qual até os adversários torciam, que encantava o mundo, que tinha que trocar craques de posição ou deixá-los no banco por não ter onde encaixá-los. Outra semelhança evidente é o dono da camisa 10 das duas épocas: ambos têm enorme apelo popular e são inquestionavelmente os mais talentosos de suas gerações. As comparações entre os dois conviverão conosco durante muitos anos. Por ora, para não alongar a discussão, digamos que um foi o rei do século XX, enquanto o outro é o soberano do início do século XXI. Bom assim?

Mas o que ainda incomoda é a comparação com a Copa de 82. Aquela em que tínhamos os melhores de todos os tempos. E perdemos. Aquela em que ganhamos todas as partidas até cruzar com a Itália. E perdemos. Aquela em que parecia impossível perder. E perdemos.

Sarriá em Frankfurt?

"Quando o sexto mês de 2006 terminar, o rei da Espanha cruzará os montes Pirineus com seus exércitos. As legiões de Belzebu aguardarão a batalha nas planícies da Europa Central. A destruição e a derrota cairá sobre os malvados. O Santo Graal voltará com o rei triunfante à Espanha."

O parágrafo acima foi veiculado no jonal espanhol 20 Minutos como uma possível profecia de Nostradamus que previa a vitória da seleção espanhola na Copa. Verídica ou não, a história ganhou força com as boas apresentações do time de Luis Aragonés. Mas o texto dá margem a outro tipo de interpretação: que jogador é considerado atualmente o Rei da Espanha?

Com o provável confronto entre Brasil e Espanha pelas quartas-de-final no próximo dia 1º em Frankfurt, veremos se o Brasil conseguirá superar as comparações com 82. De qualquer forma, esta é a final antecipada da Copa, segundo o sábio Nostradamus.

Resultado de enquetes

Quais seleções se classificarão no Grupo G?

Coréia do Sul e França - 4 votos (23,53%)
França e Suíça - 4 votos
(23,53%)
França e Togo - 3 votos (17,65%)
Gana e Itália - 2 votos (11,76%)
EUA e República Tcheca - 2 votos
(11,76%)
Gana e República Tcheca - 2 votos (11,76%)

Total: 17 votos

Quais seleções se classificarão no Grupo H?

Espanha e Ucrânia - 7 votos (35,00%)
Arábia Saudita e Tunísia - 5 votos (25,00%)
Espanha e Tunísia - 5 votos (25,00%)
Arábia Saudita e Espanha - 1 voto (5,00%)
Arábia Saudita e Ucrânia - 1 voto (5,00%)
Tunísia e Ucrânia - 1 voto (5,00%)

Total: 20 votos

quinta-feira, junho 22, 2006

Resultado de enquetes

Quais seleções se classificarão no Grupo E?

Itália e República Tcheca - 10 votos (52,63%)
EUA e Itália - 3 votos (15,79%)
EUA e Gana - 2 votos (10,53%)

Gana e Itália - 2 votos (10,53%)
EUA e República Tcheca - 1 voto (5,26%)
Gana e República Tcheca - 1 voto (5,26%)


Total: 19 votos

Quais seleções se classificarão no Grupo F?

Austrália e Brasil - 6 votos (28,57%)
Brasil e Croácia - 6 votos (28,57%)
Brasil e Japão - 3 votos (14,29%)
Croácia e Japão - 3 votos (14,29%)
Austrália e Croácia - 2 votos (9,52%)
Austrália e Japão - 1 voto (4,76%)

Total: 21 votos

quarta-feira, junho 21, 2006

Resultado de enquete

Quais seleções se classificarão no Grupo D?

Portugal e México - 11 votos (61,11%)
Angola e Irã - 3 votos (16,67%)
Irã e Portugal - 2 votos (11,11%)
Angola e México - 1 voto (5,56%)
Angola e Portugal - 1 voto (5,56%)

Irã e México - nenhum voto

Total: 18 votos

terça-feira, junho 20, 2006

Resultado de enquete

Quais seleções se classificarão no Grupo B?

Inglaterra e Suécia - 7 votos (36,84%)
Inglaterra e Paraguai - 4 votos (21,05%)
Inglaterra e Trinidad & Tobago - 3 votos (15,79%)
Suécia e Trinidad & Tobago - 3 votos (15,79%)
Paraguai e Trinidad & Tobago - 2 votos (10,53%)
Paraguai e Suécia - nenhum voto

Total: 19 votos

domingo, junho 18, 2006

Quadrado guerreiro

A fantástica atuação da Argentina deixou muitos brasileiros com uma ponta de inveja e algum receio. Os hermanos enfiaram seis nos sérvios com extrema facilidade. Fora o gol mal-anulado, o pênalti não-marcado... Argentina 6 x 0 Sérvia foi, até agora, o maior show desta Copa.

Muitos contavam com uma atuação primorosa de nossa seleção na tarde de hoje e, se não deu para ganhar de meia dúzia como nossos vizinhos, o time apresentou melhoras, indícios de que pode ser o Brasil que sonhamos.

Ronaldo não jogou tanto como fez crer Galvão Bueno, mas sua evidente melhora foi decisiva para a boa apresentação de nossa seleção. Boa parte das jogadas brasileiras passou pelos pés sensíveis a bolhas. Estivesse Ronaldo em seus melhores dias e poderíamos ter um chocolate similar ao argentino.

Ainda assim, ele atuou melhor do que seu companheiro de grande área. Adriano marcou um belo gol, a seu estilo, mas pouco fez além disso. Zé Roberto, escolhido o melhor em campo pela Fifa, teve seu melhor lance na partida quando perdeu uma bola no meio-campo e com um pique sensacional se recuperou da falha. Contra adversários mais fortes, precisaremos ser mais incisivos no ataque e errar menos na defesa.

Mas como conseguir uma mudança tão drástica em um torneio tão curto como a Copa do Mundo? Se temos jogadores de qualidade comprovada e indiscutível, o jeito mais viável de alcançar a excelência é fazer mudanças táticas ao invés de trocar um bom jogador por outro equivalente.

No segundo tempo do jogo de hoje, Parreira substituiu Ronaldo e Emerson por Robinho e Gilberto Silva. As alterações visavam estudar o comportamento dos dois reservas, que podem começar jogando contra o Japão, já que a vaga para as oitavas está assegurada e os substituídos estão pendurados com cartões amarelos.

Talvez pelo fato de Robinho também ter sido amarelado, Parreira decidiu gastar sua última substituição colocando Fred em campo. E, sem querer, parece ter achado uma ótima alternativa para o ataque.

Muitos criticam o quadrado com Ronaldo e Adriano por este ser pesado e carente na armação de jogadas. Não acho que um time não possa jogar com dois centroavantes. Mas o que temos visto, na prática, é uma linha atacante desordenada. Tanto que os dois tiveram de sair para buscar jogadas várias vezes durante a partida.

Com Robinho, a seleção ganha em criatividade, mas, por outro lado, corre o risco de se tornar também improdutiva. Podemos perder a referência na área, pois teríamos de fazer uma difícil escolha entre Ronaldo e Adriano. Nenhum dos dois atravessa boa fase.

A solução pode ser Fred, que não tem o faro de gol do Fenômeno e do Imperador tampouco a habilidade de Robinho. Mas tem boa presença de área e técnica suficiente para buscar jogo fora dela quando a ocasião pedir. Uma mistura que pode ser o que a seleção precisa.

Tudo isso pode ser visto em apenas um lance, o único feito por Fred nos poucos minutos que esteve em campo. Mas que valeu um gol. Os brasileiros – e o mundo – estão descobrindo o que os mineiros já sabem há muito tempo.

sábado, junho 17, 2006

Resultado de enquete

Quais seleções se classificarão no Grupo C?

Argentina e Holanda - 9 votos (69,23%)
Argentina e Costa do Marfim - 3 votos (23,08%)
Costa do Marfim e Sérvia & Montenegro - 1 voto (7,69%)
Argentina e Sérvia & Montenegro - nenhum voto
Costa do Marfim e Holanda - nenhum voto
Holanda e Sérvia & Montenegro - nenhum voto

Total: 13 votos

quinta-feira, junho 15, 2006

Resultado de enquete

Quais seleções se classificarão no Grupo A?

Alemanha e Equador - 9 votos (69,23%)
Alemanha e Costa Rica - 2 votos (15,38%)
Costa Rica e Polônia - 2 votos (15,38%)
Alemanha e Polônia - nenhum voto
Costa Rica e Equador - nenhum voto
Equador e Polônia - nenhum voto

Total: 13 votos

quarta-feira, junho 14, 2006

É devagar, é devagar...

Vencemos. A estréia da Seleção Brasileira na Copa deixou o brasileiro feliz, mas um tanto frustrado diante de suas expectativas. Esperamos muito porque sabemos do potencial de nosso grupo, temos ótimos jogadores, com um quarteto ofensivo chamado por todos de fantástico, mágico. Mas não foi mágica que vimos nessa terça. Diante de um adversário esforçado, mas que está longe de ser uma grande força, nossa equipe jogou mal e por pouco não cedeu o empate.

O resultado, em si, não é ruim. Existe o nervosismo da estréia e enfrentamos um oponente razoável. Por outro lado, sofremos com a falta de movimentação de nosso ataque. Os previsíveis Ronaldo e Adriano foram facilmente anulados.

O Fenômeno fez uma de suas piores partidas com a camisa da Seleção (me lembrou sua atuação na final de 98). Apático, correu pouco e ficou isolado na frente, andou em campo boa parte da partida e pouco fez para se livrar da marcação do adversário. Sua gordura é evidente, não é brincadeira, não é perseguição. Adriano, por sua vez, teve que buscar bola fora da área. Sair para tabelar com os meias e ajudar na armação definitivamente não é a sua praia.

E como é limitado nosso meio de campo. A saída de bola de nossos volantes é muito ruim. Emerson e Zé Roberto se limitam a dar toques de lado e pouco acrescentam à armação. Em alguns jogos, esse aspecto não fica tão evidente, mas contra a Croácia ficou claro o quanto dependemos de Kaká e Ronaldinho.

O 12º jogador

Não estou falando da torcida, a mensagem é mais explícita. Ninguém dúvida que temos reservas que seriam titulares na maioria das outras seleções. Estranho que, com 12 deles à disposição, Parreira só tenha feito uma substituição – Robinho entrou no lugar de Ronaldo. Nenhum técnico havia mexido tão pouco em sua equipe até agora.

O que dizer do Robinho? O fato é que, com o atacante em campo, a Seleção ganhou velocidade, mostrando outra movimentação e outra vontade também. O quadrado funcionou muito bem na Copa das Confederações – Robinho estava lá.

Outro que pode acrescentar muito é Juninho Pernambucano. Destaque nos treinos, ele sempre entra bem nas partidas. É o melhor cobrador de faltas dessa Seleção, tem ótima saída de bola e faz lançamentos em profundidade com muita eficiência – fundamento que poucos ali dominam. Colocá-lo no lugar de Zé Roberto seria uma boa opção. A equipe não perderia muito em marcação e ganharia bastante em termos ofensivos.

A verdade é que Parreira elaborou sua lista pensando em um grupo fechado demais, onde os reservas são meros substitutos dos titulares. Não temos muitas variações táticas para serem utilizadas. Para ele, o Cicinho é o reserva do Cafu e nada mais. Quais alterações podem ser feitas para alterar nosso esquema tático de forma eficiente? Alguém tem alguma sugestão?

terça-feira, junho 13, 2006

Segunda de primeira

Como observou Frango, a estratégia do marca-e-recua foi freqüente nos primeiros três dias da Copa. E nosso amigo foi preciso em seu diagnóstico: o misto de cansaço, acomodação e limitação dos derrotados fizeram as partidas ficarem sensivelmente inferiores na etapa final.

Até domingo, quem marcou primeiro levou os três pontos. E, de todos os vencidos, apenas a Costa do Marfim ameaçou subverter a ordem com qualidade. Angola lutou bravamente, é verdade, mas faltou bola para alcançar o empate.

Na partida da manhã de ontem, o Japão parecia querer repetir a história. Marcou um gol sortudo e mal-validado. Depois, tentou administrar como tantos fizeram e entrou pelo cano. Em dez minutos, sofreu três gols e se complicou no Grupo F. A emoção, finalmente, aterrissou na Alemanha.

No segundo jogo do dia, a primeira vitória maiúscula do Mundial. A República Tcheca enfiou três nos Estados Unidos. O padrão de jogo dos tchecos é manjado: jogadas de linha de fundo e cruzamento para o grandalhão Koller, de 2,02m. Caso a jogada não resulte em gol e um zagueiro adversário espane, um dos meias chega chutando. A questão é que todos fazem a jogada com maestria: os laterais são bons; Koller, além de alto, forte e bom cabeceador, tem alguma habilidade e muita raça; Nedved e Rosicky têm petardos letais.

Ainda no primeiro tempo, Koller deixou o campo devido a um estiramento na coxa direita. Segundo previsões médicas, ele deve voltar somente nas oitavas. Com o gigante, a República Tcheca se torna temível, um dos poucos times capazes de equilibrar uma partida contra o Brasil. Sem ele, os tchecos ainda têm um bom time, com Nedved, Rosicky e Baros, que ainda se recupera de lesão e não atuou hoje. Rosicky, aliás, foi o grande nome da partida, com dois gols.

Por isso, tem gente torcendo para que o Brasil encare a Itália nas oitavas-de-final. Não que os italianos sejam fracos. Pelo contrário, o que se viu na última partida do dia foi o melhor jogo da Copa até agora. O primeiro tempo foi disputado e aberto até o gol de Pirlo. Na segunda etapa, porém, o ritmo diminuiu, como já está se tornando tradicional. E o segundo gol da Itália saiu em uma falha do bom zagueiro Kuffour. Na Copa onde um gol é goleada, por que justamente com os italianos seria diferente?

Apito justo

Com algumas exceções, a Copa está com bom nível de arbitragem. Os juizes estão punindo com rigor, os cartões amarelos estão saindo com freqüência dos bolsos. E, até por isso, estamos com apenas uma expulsão até agora, já que os sarrafeiros sabem que não contarão com a condescendência dos árbitros. Pênaltis ainda não tivemos, apesar de Carlos Eugênio Simon ter ignorado uma falta clara sobre o ganês Gyan na grande área. Esta, aliás, foi uma das poucas atuações desastradas do Mundial.

Capitão preso?

Por que Parreira e vários jornalistas brasileiros repetem aos quatro ventos que estão tentando prejudicar o Brasil com a história da decretada prisão de Cafu? Alguns chegaram a dizer que o promotor Antonello Racanelli estava querendo aparecer com o episódio. Pode ser, mas nenhum microfone deu voz a Racanelli. Não creio que Cafu seja culpado da acusação de falsificar documentos, mas precisamos entender que Copa do Mundo não pode servir de álibi para ninguém. Nem está acima do bem e do mal.

sábado, junho 10, 2006

O maior show da Terra

Antes de ser clichê, o título desse texto é a pura verdade. Terminou ontem a angustiante espera. A bola começou a rolar de uma maneira que só acontece a cada quatro anos, tal um eclipse quadrienal.

A Fifa quebrou uma tradição de décadas ao marcar para a estréia a partida da anfitriã Alemanha. Segundo o protocolo, o jogo de abertura deveria envolver o Brasil, detentor do título. Melhor assim. As partidas do fim-de-semana servirão como couvert para o prato principal de terça-feira.

Teremos, durante um mês inteiro e numa intensidade tremenda, a habilidade dos sul-americanos, a disciplina dos asiáticos, a alegria dos africanos, a força dos eslavos, a eficiência dos bretões, a técnica dos latinos. Algumas seleções, claro, fogem a essa regra. As mais afortunadas têm várias dessas virtudes. Enquanto outras não conseguem ter sequer um ponto forte.

Ainda assim, o Mundial tem tudo para ser maravilhoso, o melhor dos últimos tempos. As partidas inaugurais deixaram boa impressão. Logo de cara, um 4 a 2 alemão para cima da limitada Costa Rica, o jogo com mais gols entre as estréias de Copa.

No segundo jogo, que tinha tudo para ser equilibrado, o que se viu foi um ágil e objetivo Equador partindo para cima de uma desencontrada Polônia. Perdendo por dois gols, os poloneses até atacaram na segunda etapa e chegaram a carimbar as traves equatorianas em duas oportunidades. Mas foi um esforço em vão. Equador, 2 a 0.

O sorriso das estrelas

Deco, Ronaldinho, Toni, Tevez, Rafa Márquez, Zidane, Henry, Kewell, Figo, Robben, Karimi, Shevchenko, Drogba, Lampard, Cech, Luis García, Ronaldo, Vieira, Nedved, Essien, Balack, Robinson, Ibrahimovic, Klose, Al Jaber, Prso, Park Ji-Sung e Casillas. Dessa verdadeira constelação da figura acima, poucos continuarão sorrindo após 9 de julho. Tomara que os dentões permaneçam de fora.

sexta-feira, junho 09, 2006

Resultado de enquete

Qual seleção africana conseguirá ir mais longe nesta Copa?

Costa do Marfim - 17 votos (44,74%)
Togo - 9 votos (23,68%)
Angola - 5 votos (13,16%)
Tunísia - 5 votos (13,16%)
Gana - 2 votos (5,26%)

Total: 38 votos