segunda-feira, novembro 27, 2006

A bola está rolando lá fora

Desculpem-nos, leitores, se estamos lhes faltando com a leitura diária. A coisa anda difícil para nossa equipe. Uns precisam formar, outros carecem de ganhar dinheiro. Existem até os que andam precisando de ambos. Com isso, o Montinho Artilheiro tem ficado perto da bandeirinha de escanteio. Não pensem que tem sido fácil. Mas relutamos em deixar o gramado lisinho.

Que golaço o do Rogério Ceni ontem, hein? Creio que nem os mais cruzeirenses haverão de discordar. O que dizer da goleada do Inter sobre o Palmeiras então? Aliás, goleadas não estão faltando. Na animada Série C, o Criciúma se sagrou campeão ao enfiar meia dúzia de gols no inconstante Vitória. Na semana passada também tivemos um chocolate de assustar, válido pela Segundona: Paulista 9 x 0 Paysandu.

Como nem só de goleadas e jogões se fazem campeonatos, algumas peladas também aconteceram. E a bola já rolou o suficiente para definir quase tudo na temporada do futebol nacional. Parabéns a São Paulo, Atlético Mineiro e Criciúma, os campeões nacionais do ano! Boa sorte ao Inter, que vai enfrentar o todo-poderoso Barcelona pelo título mundial de clubes! Saudações ao futebol pernambucano, que viu um de seus times cair para a Segundona, mas que contará com dois clubes na elite em 2007! E, sobretudo, vida longa ao Montinho Artilheiro, que teima em tentar fazer a bola rolar menos redonda e mais marota!

sexta-feira, novembro 17, 2006

Que mundo é esse?

1. Nesta quinta-feira, dois jogadores do Reading, Ibrahima Sonko e Stephen Hunt, revelaram ter sofrido ameaças de morte. Ambos estão envolvidos na grave contusão do goleiro Petr Cech no último dia 14 de outubro.

2. Um líder socialista francês provocou uma onda de críticas nesta
quinta-feira ao declarar que lamentava que na seleção nacional de futebol tivesse "nove jogadores negros entre onze", um comentário que foi condenado "firmemente" pelo primeiro-secretário do partido Socialista, François Hollande.

Georges Freche, presidente do departamento Languedoc Roussillon
(sul) e polemista confesso, declarou literalmente: "na seleção (francesa) há nove negros de um total de onze jogadores. O normal seria que tivesse três ou quatro porque refletiria nossa sociedade. De todas as maneiras, se há tantos negros é porque os brancos são umas nulidades".

Que mundo é esse? Que intolerância é essa? As notícias, tiradas do site Superespostes, mostram como ainda há mentes pequenas no mundo. Que nojo!

quinta-feira, novembro 16, 2006

Resultado de enquete

Quem vai ser o campeão da Série C?

Ipatinga - 17 votos (44,74%)
Criciúma - 6 votos (15,79%)
Treze - 5 votos (13,16%)
Vitória - 3 votos (7,89%)
Bahia - 2 votos (5,26%)
Brasil - 2 votos (5,26%)
Ferroviário - 2 votos (5,26%)
Barueri - 1 voto (2,63%)

Total: 38 votos

terça-feira, novembro 14, 2006

Tri?

- Mas, qual era seu time antes de o Ipatinga ser fundado?
- Nenhum.
- Como, nenhum? Não gostava de futebol?
- Não quero falar sobre isso.
- Ah, cara... diz aí, não conto para ninguém. Eu, por exemplo, era Palmeiras. Era!
- Assim, meu time de infância era o São Paulo. Por causa do Telê, do time bi-mundial, saca? Depois, achei que devia torcer por um time mineiro. Apesar de nunca ter conseguido fechar minha decisão, sempre tive mais simpatia pelo Atlético.
- Caramba! Então você pode ser tri-campeão brasileiro em um ano só!
- É mesmo! Nao tinha me atentado para este fato. Tomara! Tomara mesmo!

quinta-feira, outubro 26, 2006

Série C, Classe A

Quando a Série C chega à sua reta final, as disparidades técnicas tendem a desaparecer. Com times tradicionais lutando para voltar ao lugar que eles julgam merecedores e outro querendo sentir pela primeira vez o gostinho do acesso, os jogos pegam fogo.

Tem sido essa a cara do octogonal final da terceira divisão deste ano. Dos oito finalistas, apenas Ipatinga e Grêmio Barueri nunca experimentaram divisões superiores do futebol nacional. Coincidência ou não, ambos estão atualmente na zona de acesso, após cinco rodadas realizadas.

O Ipatinga é o líder isolado. Após iniciar a fase final perdendo para o Treze, em Campina Grande, o time venceu todos os seus demais desafios: passou apertado pelo Ferroviário em casa, venceu o Criciúma fora, goleou o Brasil de Pelotas e, na partida de ontem, venceu o Vitória da Bahia por 2 a 1.

Para os que não se lembram, o Grêmio Barueri é o mesmo time que se chamava Roma e que sempre fazia boas campanhas na Taça São Paulo de Futebol Júnior. Agora, o time quer fazer bonito também com o time profissional. No octogonal, ocupa a quarta posição da tabela. Soma nove pontos, três vitórias e duas derrotas.

Criciúma e Treze completam o grupo dos que hoje chegariam à Série B. Interessante observar que a dupla baiana – certamente os clubes mais tradicionais da competição – ficaria sem vaga na Segundona. O Vitória tem sete pontos e é quinto colocado. O Bahia soma apenas cinco pontos e é vice-lanterna.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Resultado de enquete

Com as punições, onde o Milan irá chegar nessa temporada?

Ficará pelo caminho - 10 votos (50,00%)
Ao título do Campeonato Italiano - 4 votos (20,00%)
Será rebaixado - 4 votos (20,00%)
Ao título da Liga dos Campeões - 1 voto (5,00%)
Vencerá os dois campeonatos - 1 voto (5,00%)

Total: 20 votos

terça-feira, outubro 10, 2006

Tupi or not Tupi

A notícia pegou todos de surpresa e fez com que os holofotes do mundo da bola se voltassem para Juiz de Fora: Romário é o novo reforço do Tupi para a disputa da Taça Minas Gerais. Não, não se trata de um xará do baixinho. É o próprio, em carne, osso e vontade de chegar aos mil gols.

Só mesmo a gana pela marca histórica pode explicar essa transferência maluca, apesar de o jogador negar que isto tenha motivado a transferência. Aí você me pergunta: e o compromisso que Romário tinha com o time australiano do Adelaide? Segue firme. Romário jogará apenas quatro partidas pelo Tupi, mais as partidas do quadrangular final do torneio caso o time avance. E, como o contrato com o time da terra dos cangurus só entra em vigor no fim de novembro, ele estará apto a seguir para o outro lado do mundo para, então, jogar mais quatro partidas pelo campeonato australiano.

Existe ainda a possibilidade da CBF não aceitar a inscrição do jogador no time juiz-forano, pois como Romário estava no Miami FC, esta pode ser considerada uma transferência internacional.

De qualquer maneira, o time já prepara a estréia do baixinho para quinta, contra o Democrata de Sete Lagoas. E uma coisa é fato: Romário escolheu a dedo um time para aumentar sua cota de tentos. Numa brechinha em seu calendário internacional, ele aterrissa em Minas para pular o JF Folia e marcar seus golzinhos em adversários de pouca expressão. Nada mais romariano.

Afinal

O São Paulo deu um grande passo rumo ao título brasileiro. Não apenas ao vencer o Fluminense, mas ao ver o rival Santos derrotar o Grêmio e assumir a vice-liderança. Agora, o tricolor do Morumbi tem sete pontos de vantagem no campeonato. Alguns irão discordar, outros podem achar que estou secando, mas acredito que a fatura já esteja liquidada em favor do time de Rogério Ceni.

Em um campeonato equilibrado, o São Paulo será merecedor da taça por ser o time mais constante. Até mesmo quando deu suas derrapadas, o time foi beneficiado por tropeços do adversário.

Resta agora a briga pelo vice-campeonato e a conseqüente vaga direta na Libertadores – o terceiro colocado disputará a fase preliminar do torneio. Como o Inter, atualmente quarto colocado, já está garantido na competição por ser o atual campeão, a briga deve ficar mesmo entre Santos e Grêmio. E o time da Vila Belmiro é favorito por conta da vitória de ontem.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Agora é que são elas

O texto de hoje é expresso. Curto e grosso, apenas para acompanhar mais uma das já tradicionais tabelinhas em Excel.

O assunto de agora é a Série C, que entra em sua fase final, quando oito times disputarão quatro vagas na Segundona de 2007. O retrospecto até agora é praticamente irrelevante para se traçar prognósticos de favoritismo, já que há poucos parâmetros para comparar as equipes. Mas, para não fugir dos malfadados palpites, acredito nos acessos de Bahia, Ipatinga, Treze e Vitória. Não necessariamente nessa ordem.

Para baixar a tabela,
clique aqui ou use a coluna lateral.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Simples?

A vida é complicada. Muitas pessoas imersas em suas existências infelizes buscam explicações plausíveis, palpáveis e externas para justificar suas faltas. Assim, tudo fica mais fácil e elas podem conviver tranqüilamente com suas incapacidades internas. Para muitos, a falta de grana explica tudo. Essas pessoas acreditam que se tivessem dinheiro tudo seria diferente, os problemas deixariam de existir e a vida seria perfeita. Mas não, viver não é assim tão simples.

O futebol também não é simples, mas muitas vezes a lógica financeira parece explicar tudo. O time mais rico contrata os melhores jogadores, o melhor técnico e portanto será o melhor time, certo? Bem, nem sempre. Existe algo no futebol atual que é fundamental para a formação de equipes vencedoras e isso se chama preparação. Nesse sentido, organização, um bom planejamento e uma estrutura de treinamentos de qualidade são fatores imprescindíveis.

O mais importante não é o dinheiro e sim a forma como ele é aplicado. O sucesso de alguns clubes médios do futebol brasileiro está ancorado na responsabilidade para investir. Exemplos como o do Flamengo, em 95, provam que um grande investimento para trazer um Romário não vale a pena se toda a estrutura interna não está bem fundamentada. Equipe médias como o Paraná dão uma lição de como montar uma boa equipe sem grandes gastos.

Na Europa, mesmo grandes clubes como o Real Madrid provam que dinheiro sozinho não traz resultados. Nos últimos anos, grandes craques foram contratados, mas a falta de um planejamento bem feito impediu que a grande constelação funcionasse como um time. Na contramão está o Lyon, um clube pequeno, que conseguiu em poucos anos o que não tinha conseguido em toda sua história. O Lyon nunca tinha sido campeão francês e depois de preparação e planejamento bem realizados conseguiu cinco títulos nacionais seguidos – de 2002 a 2006.

Não basta trazer o grande craque, porque sozinho ele não resolve. Os problemas de grande parte dos clubes está na procura incessante de fatores externos que possam resolver a ausência de vitórias. Um novo técnico, um grande jogador, uma parceria milionária. Esses elementos, por vezes, trazem pequenos alívios e servem para mascarar a complexidade dos problemas. Reconhecer que existem erros internos seria um grande passo, mas as vezes essas soluções passam pela eliminação de gente extremamente poderosa, o que torna tudo mais complicado. Às vezes é mais fácil, e mais cômodo, seguir na ilusão inabalável da perfeição impossível, mesmo que a única solução seja sentar e esperar o messias chegar.

terça-feira, setembro 26, 2006

Um dos três

Prever o campeão português de futebol ao início da temporada é uma tarefa, ao mesmo tempo, simples e complicada. Se o palpiteiro for conservador, adepto de chutes duplos e triplos, ele terá quase 100% de chances de acerto se apostar no trio Benfica-Porto-Sporting. Desde que o campeonato nacional de lá começou a ser disputado, em 1922, somente em cinco ocasiões o título escapou dos três grandes lusos. O Belenenses, de Lisboa, foi campeão em 27, 29, 33 e 46. O Boavista levou em 2001.

Mas e se o apostador quiser dar um palpite seco? Aí as coisas começam a se complicar. O leão, a águia e o dragão sempre estão muito parelhos e o campeonato costuma ser decido nos detalhes, nos confrontos diretos entre essas equipes.

Se compararmos os elencos, as duvidas permanecerão. Os encarnados benfiquistas contam com o ótimo zagueiro Luisão, ex-Cruzeiro, e o repatriado Rui Costa entre os destaques da equipe. Os portistas têm o recém-convocado goleiro Hélton, além do argentino Lucho González e do novo ídolo da torcida local: Anderson, ex-Grêmio, aquele das trancinhas. Já o Sporting tem em seu time o camisa 1 da seleção portuguesa, Ricardo, o zagueiro pentacampeão Polga e o bom atacante Liédson.

Com o conforto de chutar após quatro rodadas realizadas, cravo o Porto como principal candidato ao caneco. Apesar de o Benfica ser o time com maior número de títulos – 31, contra 24 do Porto e 22 do Sporting –, é o time do norte de Portugal que vem dando as cartas após a virada do século. O Porto já ganhou três títulos na atual década, incluindo aí o da temporada passada, quando fez a dobradinha Campeonato Português e Taça de Portugal.

Além disso, os azuis e brancos seguem como o único time que ainda não perdeu pontos. O Sporting perdeu em casa para o Paços de Ferreira. O Benfica, até agora, conta com uma vitória, um empate e uma derrota e, apesar de ter um jogo a menos, já começa a se distanciar do topo. Claro que ainda é muito cedo para esse tipo de prognóstico. Mas, em um campeonato com apenas 16 times e 30 rodadas, nenhum resultado pode ser descartado.

Excelente!

A trilogia já estava cumprida. O Montinho ofereceu aos seus leitores tabelas em Excel dos três principais campeonatos nacionais da Europa: Espanhol, Inglês e Italiano. Mas o pedido do leitor Arnaldo de Souza fez com que incluíssemos aí a liga da terrinha. Clique aqui para baixar a tabela do Campeonato Português ou, como de costume, use o menu ao lado.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Resultado de enquete

Quem é o favorito para conquistar a Liga dos Campeões da UEFA 06/07?

Barcelona - 6 votos (28,57%)
Inter de Milão - 4 votos (19,05%)
Real Madrid - 2 votos (9,52%)
Werder Bremen - 2 votos (9,52%)
Outro - 2 votos (9,52%)
Liverpool - 1 voto (4,76%)
Lyon - 1 voto (4,76%)
Manchester United - 1 voto (4,76%)
Milan - 1 voto (4,76%)
Valencia - 1 voto (4,76%)
Arsenal - nenhum voto
Bayern de Munique - nenhum voto
Benfica - nenhum voto
Porto - nenhum voto
PSV - nenhum voto

Total: 21 votos

domingo, setembro 24, 2006

“Vencer, vencer, vencer. Este é o nosso ideal”

Ganhar é realmente muito bom. Nada mais bonito do que ver um estádio lotado e a massa cantando, sem parar, durante 105 minutos. Imagino o que sentem os jogadores. A emoção de ter o nome gritado pela torcida ou de ser aplaudido de pé deve ser algo inesquecível.

Lembro com carinho das competições que disputei, das derrotas e vitórias. Na escola eu fazia parte do time de basquete, um bom time. O interessante é que em nossa “temporada” tínhamos dois momentos distintos. Em um deles os jogos eram contra outras escolas, no outro eram contra os clubes.

Contra os times das escolas nosso desempenho era muito bom. Ganhamos alguns campeonatos e sempre brigamos pelo título das competições. Contra os clubes, a realidade era extremamente diferente. Com mais organização e preparação, eles eram superiores e, nós, perdíamos a maioria dos jogos.

Na prática, eu não me importava muito com a qualidade dos adversários, no fundo eu queria vencer. A sensação da vitória era muito boa, me fazia sentir mais leve, mais forte. Nos vestiários e entre os colegas da escola não importava a altura dos adversários, a falta de habilidade dos mesmos, nem tampouco suas derrotas anteriores. O foco era o nosso time, as boas jogadas, as cestas “perfeitas”, os tocos “sensacionais”.

Nas derrotas para os clubes, ficava o gosto amargo do fracasso e às vezes eu não queria jogar contra eles. O técnico achava esse contato importante e dizia que assim nosso time se fortalecia para enfrentar as outras escolas.

Nosso ginásio não ficava cheio como os estádios de futebol, nossa torcida não cantava o tempo todo e eu nunca tive o nome gritado pelas pessoas que frequentavam as arquibancadas. Não importa. O fato é que vencer é muito bom, seja qual for a situação.

Volto logo?

No fundo, o que é melhor: disputar a ponta da Série B ou fugir do rebaixamento na Série A? Acredito que os torcedores do Santa Cruz olhem com saudade para a campanha de 2005, que levou o time para a “elite” do futebol brasileiro. Por outro lado temos o exemplo do Grêmio que subiu e hoje disputa o título da Série A.

Para alguns clubes, a Série B pode trazer ensinamentos importantes, resgatar a auto-estima do time e dos torcedores e torná-los mais fortes. Mas o que esperar do ano que virá? Vale a pena subir para ser “saco de pancadas” na Primeira Divisão? Não tenho a resposta, mas acho que muitos times deveriam pensar duas vezes antes de subir.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Com a faca e o parmesão na mão

A Inter de Milão é favorita ao bi-campeonato na Itália. A frase pode soar estranha, já que o scudetto da temporada passada foi conquistado pela Juventus e, posteriormente, repassado ao time interista, após a eclosão do escândalo de manipulação de resultados na bota, que ficou conhecido por lá como Calciocaos.

O efeito da tramóia por lá foi devastador: a Juventus, principal equipe envolvida, foi rebaixada à Série B e teve seus dois últimos títulos cassados – o de 2004/5, ao contrário do último, não foi entregue a nenhum outro time. Além disso, iniciou a disputa da segundona italiana com 17 pontos negativos. Atualmente, o clube ainda deve dez pontos.

Sobrou para mais gente. A fraca Reggina começou a Série A com -15 pontos e poucos acreditam que o clube poderá fazer algo para escapar do rebaixamento. Outros dois bons clubes foram colocados fora da briga pelo campeonato com punições severas: a Lazio perdeu 11 pontos e a Fiorentina, 19.

Mas o xis da questão parece ser a punição imposta ao Milan. A equipe, que sempre figura entre os favoritos, começou a atual edição com oito pontos descontados. Mas, como venceu as três primeiras partidas, já saiu do saldo devedor.

Porém, os arqui-rivais da Inter se reforçaram bastante: trouxeram da Juventus o ótimo volante francês Vieira e o habilidoso atacante sueco Ibrahimovic da desmantelada Juve. No Palermo, foram buscar o lateral Grosso, titular da Azzurra. Contrataram, sem custos, outro volante francês: Dacourt, que assinou depois de ver encerrado seu contrato com a Roma. Além disso, reincorporaram Hernán Crespo ao elenco, depois de passagens por Milan e Chelsea. Para completar o pacotão, vieram também os brasileiros Maicon e Maxwell.

Aí está a grande diferença da Inter para a Roma, outra boa equipe, mas que, até ano passado, não tinha cacife para fazer frente à dupla Milan e Juventus. Enquanto uma fortaleceu o elenco, a outra teve várias baixas: Cufrè, Bovo, Dacourt, Mido, Alvarez, Kuffour, Nonda... Para seus lugares chegaram David Pizarro, Vucinic, Cassetti, Tonetto, Martinez, Faty e o desconhecido brasileiro Rodrigo Defendi. Até agora, o resultado de tantas trocas ainda é uma incógnita: nas três primeiras rodadas, o time romano conquistou seis pontos e ocupa a quarta posição. Os três pontos perdidos foram justamente para Inter, em casa, na rodada do último fim-de-semana.

O atual líder é o Palermo. O time siciliano não pode ser considerado uma surpresa, já que ficou na zona de classificação para a Copa da UEFA nas duas últimas temporadas. O que impressiona e credencia o time à disputa do scudetto é a forma avassaladora com a qual iniciou o campeonato: foram três vitórias com 11 gols marcados, disparado o melhor ataque.

E agora? Quem leva na bota? O castigado Milan, a fortalecida Inter, a modificada Roma ou o emergente Palermo? Na dúvida, clique aqui ou no menu ao lado para baixar a nossa tabela em Excel do Campeonato Italiano e acompanhar, rodada a rodada, essa ferrenha disputa.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Tomara-que-caia

Será mesmo? Talvez esse texto seja um tanto precipitado, mas não consigo mais segurar esse tema na garganta. Ele está pronto para ser lançado para fora e meus dedos, hoje, estão mais rebeldes do que nunca, prontos para se arriscarem nas linhas que atingem as previsões mais profundas.

Quando o São Caetano surgiu no cenário futebolístico nacional muitos disseram palavras elogiosas e pregaram a existência saudável de uma renovação que estava prestes a acontecer. Questionaram o título do Vasco, no ano 2000, e elegeram o Azulão como o segundo time do coração. O alambrado caiu, o Vasco foi campeão e a equipe azul foi incorporada à elite do futebol brasileiro.

Admito que torci contra. É um tanto revoltante ver clubes como Remo, Bahia e, mais recentemente, o Atlético Mineiro freqüentando divisões menores enquanto o Azulão continua desfilando para “gatos pingados” na Série A. Aos poucos fui desistindo, as boas campanhas da equipe do ABC afastaram meu desejo e ele ficou cada vez mais reprimido. No fundo da mente ele permaneceu, quietinho, mas vivo, pronto para se insurgir no momento certo e mostrar que ainda existia.

Não é nada pessoal, apenas acredito que a torcida é um elemento importante do futebol, assim como a tradição e a história. É isso que dá charme aos campeonatos estaduais e também para competições de outros países que vivem em contato com rivalidades históricas, como na Inglaterra. Acredito que falta ao Azulão um pouco de charme, de tradição, de torcedores.

Não tenho medo das bengaladas e confesso que me sinto bem quando vejo o São Caetano ocupando a zona de rebaixamento. Em 2004, o clube perdeu o apoio político que tinha e desde então nunca mais foi o mesmo. As médias de público continuam ruins, sempre muito baixas. Nos jogos contra adversários da capital paulista, o São Caetano consegue seus melhores públicos e seu estádio se transforma praticamente na casa do adversário.

A paixão do torcedor não se cria da noite pro dia, e também não se desfaz. São patrimônios duráveis de clubes, que muitas vezes não honram a torcida que tem. Em maio, 693 torcedores pagaram para assistir São Caetano x Juventude e 363 para testemunhar a partida contra o Atlético Paranaense. Em julho, 929 assistiram ao empate contra o Botafogo.

Muitos podem discordar de mim, mas ver o Azulão caminhando rumo a Segundona não me deixa triste. Posso até não soltar fogos, mas acho que o São Caetano não vai fazer a menor falta.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Curioso...

A rodada deste fim-de-semana do Brasileirão foi repleta de curiosidades. Vamos a elas:

O jogo entre os líderes São Paulo e Internacional teve uma atmosfera atípica. Por conta da vitória na Libertadores e pelos resultados recentes do adversário, o Inter era considerado favorito para a partida, ainda que estivesse em pior colocação na tabela e jogasse fora de casa. O triunfo são-paulino tratou de mudar alguns conceitos.

O clássico dos Palestra colocava frente a frente a pior e a melhor campanha no Brasileirão pós-Copa. E o Cruzeiro, dono do mais pífio desempenho após o Mundial, acabou levando a melhor.

Das dez partidas disputadas, em oito tivemos equipes passando em branco no placar. Apesar disso, o confronto entre Vasco e Goiás foi o único sem gols e também o único empate da rodada.

Em um dos dois jogos em que ambas equipes marcaram, Fortaleza 3 x 4 Flamengo, tivemos a única vitória do visitante. Típica situação que pode fazer acumular o prêmio da Loteca.

O Corinthians, ao vencer o Paraná por 1 a 0, chegou à sexta partida seguida sem derrota – incluindo jogos do Brasileirão e da Sul-Americana – e foi da zona de rebaixamento ao 12º lugar. Interessante observar que a subida de produção corintiana coincide com a saída de Tevez e Mascherano da equipe. Será mero acaso?

Por fim, e menos importante, curiosidades puras e simples: todos os times que ocupam posição intermediária na tabela – fora da zona da Sul-Americana e da zona de rebaixamento – contabilizam 30 pontos. E, se colocarmos a tabela da Série A acima da Série B, veremos que os times de Recife ocupam posições adjacentes: enquanto o Santa Cruz é o lanterna da primeira divisão, Náutico e Sport lideram a segundona.