sexta-feira, dezembro 19, 2003

A manjada lista dos melhores

Como dezembro é época de criar listinhas sobre tudo que foi bom durante o ano, aqui vai a minha sobre os destaques do futebol brasileiro nesta ano que termina. São eles:

Goleiro - Gomes (Cruzeiro)

O jovem goleiro foi a segurança do time campeão. Com o título assegurado, passou a engolir alguns frangos. Mas já era tarde demais para algum outro goleiro arrancar o título dele.

Lateral-direito - Maurinho (Cruzeiro)

Com suas arrancadas fenomenais, Maurinho foi peça fundamental do esquema de Luxemburgo. Excelente apoiador e bom na defesa, eu achava que seu único defeito era a finalização. Até que seus golaços no segundo turno me fizeram perceber que estava enganado.

Zagueiros - Cris (Cruzeiro) e Alex (Santos)

Cris foi o jogador brasileiro que mais evoluiu este ano, passando, em alguns meses, de beque inseguro e afobado a zagueiro elegante. A passagem no futebol alemão lhe fez muito bem. Já Alex reeditou a segurança que dava à zaga santista no Brasileirão passado, mostrando muita regularidade.

Lateral-esquerdo - Léo (Santos)

A lateral-esquerda foi, nos últimos anos, a posição mais farta de craques no Brasil. Até que o dinheiro europeu viesse e levasse para fora do nosso país jogadores do quilate de Roberto Carlos e Júnior. Dos que ficaram, Léo é o melhor.

Volantes - Maldonado (Cruzeiro) e Renato (Santos)

Uma dupla de cabeças-de-área que não faz faltas às dúzias e que não coleciona cartões amarelos. Algo impensado no futebol brasileiro até bem pouco tempo atrás. Pena que nunca veremos os dois juntos com a amarelinha.

Meias - Alex (Cruzeiro) e Diego (Santos)

Com a ida de Kaká para o Milan, ficou fácil decidir quais são os dois maiores meias do futebol brasileiro. Diego comeu a bola e fez chover neste ano. Alex fez tudo isso e um pouco mais. Seleção neles!

Atacantes - Dimba (Goiás) e Luís Fabiano (São Paulo)

Sim, eu escalei dois centroavantes. Mas qual o problema? Com dois craques no meio-de-campo, ia ficar fácil. Luís Fabiano seria ainda melhor se deixasse de lado seu gosto por levar cartões vermelhos. E Dimba compensa sua falta de técnica com um enorme faro de gol. Um autêntico discípulo de Dadá Maravilha.

Tal qual a Guerra Fria, a lista ficou um tanto bipolarizada. Mas não teve jeito: Cruzeiro e Santos foram, sem dúvida, as melhores equipes do país em 2003.

Claro que a lista poderia incluir outros jogadores como Deivid e o já citado Kaká, que deixaram o país em meados deste ano, mas jogaram muito nos meses em que ainda estavam por aqui. Preferi deixa-los de lado para que a lista refletisse o ano como um todo. E que ano!

0 comentário(s):

Postar um comentário

<< Home