quarta-feira, abril 28, 2004

Dias como o de hoje

Torcer pela seleção num dia como o de hoje costuma não ir além de um dever cívico. É como se o torcedor sentisse a obrigação de roer o osso em partidas amistosas como esta para depois desfrutar do filé em jogos que realmente valem alguma coisa.

A verdade é que, já faz algum tempo, os amistosos da nossa seleção estão vindo com uma denominação que me causa desânimo, para não dizer outra coisa: amistosos-Nike. Daí, é claro, o jogo só serve mesmo para "inglês ver", como bem descreveu o nosso amigo Enderson na coluna passada. Ou para os húngaros, no caso.

Sim, pois num horário desses, a imensa maioria dos brasileiros estarão bem longe da telinha, tratando de garantir o pão de cada dia. Entre eles, eu. Na verdade, estarei na faculdade, num compromisso inadiável. E confesso: se eu não tivesse matado esta aula nas duas últimas vezes, eu provavelmente o faria hoje, somente para assistir ao jogo. Apesar dos pesares.

Mas acontece que tem sido sempre assim: os amistosos-Nike são sempre às quartas, na parte da tarde. Não são para nós, são para eles. Contra a China e contra a Coréia, os amistosos foram de manhã. Aqueles que conhecem minimamente os fusos horários saberão o por quê.

Talvez, quando eu me lembrasse disso, eu desistisse de ver Juan e sua turma e fosse à aula. Talvez, não. Talvez eu ainda veja o jogo, em vt ou algo assim. Se bem que hoje à noite tem rodada. Bem... vamos mudar de assunto?

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