sexta-feira, abril 30, 2004

Overdose de bola

Para aqueles que ficaram curiosos para saber se eu assisti ao jogo da seleção brasileira, eis a resposta: sim, eu acabei vendo. Não ao vivo, mas logo depois. É que quando cheguei em casa, por sorte - ou azar, diriam alguns - estava começando a ser transmitida uma reprise. E eu, é claro, não resisti.

Concordo, em parte, com o leitor que disse que assistir a jogos já sabendo o resultado não tem a mínima graça. No caso, eu desconhecia o placar, no que fez pouquíssima diferença assistir ao vivo ou duas horinhas depois. Mas existem jogos que valem a pena rever de vez em quando. Finais de Copa ou goleadas do time de coração, por exemplo. São como obras de arte.

O jogo de quarta quase mereceu entrar neste rol. Foi um jogo bem agradável de se ver, o Brasil deu um show. Mas há que se ponderar, já que o adversário era um time que alguns chamariam de "galinha morta". Assim sendo, o jogo foi em ritmo de treino, com apenas alguns lances de genialidade. Mas que lances!

Quatro a um e, por incrível que pareça, os gols mais bonitos foram os que não aconteceram. Para quem não viu a partida, vou contá-la de um jeito diferente: por esses tentos que não valeram ou, pior, nem existiram. E na ordem inversa ao que ocorreram. Logo saberão porque.

No segundo tempo, Ronaldinho Gaúcho recebe na área e toca por cobertura. Um golaço! Mas que ele, ainda antes de marcar, já sabia que seria anulado. Impedimento claro e bem-marcado. Logo antes, o mesmo Ronaldinho é derrubado na entrada da área e a bola sobra para Luís Fabiano, que enfia uma bomba, no ângulo. Mas o juiz já havia apitado falta em cima de Ronaldinho.

Já o terceiro "gol" talvez teria sido o mais bonito, se tivesse a chance de "vir ao mundo". No finzinho do primeiro tempo, Ronaldinho Gaúcho - sempre ele! - domina a bola e arranca em direção ao gol húngaro, faltando dois ou três defensores a serem batidos. Fosse um jogador comum e seria também um lance comum. Mas o jogador em questão era o Gaúcho, o que me fez desenhar na mente um drible, um corte seco e um chute rasteiro, bem no cantinho. Ficou só na imaginação. O juiz apitou o fim da etapa assim que Ronaldinho começou o avanço.

Depois disso, ainda vi o segundo tempo de Holanda e Grécia, 4 a 0 para o time alaranjado, São Caetano e Independiente, vitória do Azulão nos pênaltis, após 2 a 2 no tempo normal, e o finzinho de São Paulo 1, Fluminense 0.

Ontem, ainda acabei assistindo a virada do Paraná para cima do Flamengo, 2 a 1. Uma verdadeira overdose. Estou me estranhando. Não sabia que gostava de futebol tanto assim.

0 comentário(s):

Postar um comentário

<< Home