Quem acompanhou a rodada de ontem da Copa do Brasil não conseguiu deixar de reparar na máscara do mascarado Roger, do Fluminense. Ou, se preferirem, na proteção do protegido Roger.
Foi o técnico do Flu, Ricardo Gomes, que pediu para que o artefato não fosse chamado de máscara, temendo piadinhas como a que abriu esta coluna. Nestas horas, é inevitável lembrar de um dos conselhos de minha saudosa vovó: "quem não deve, não teme".
A verdade é que Roger realmente tem se tornado, cada vez mais, um jogador que aparenta achar que joga mais do que realmente o faz. Seria o tempo no exterior ou seria a Galisteu? Ontem, por exemplo, ele fez um primeiro tempo muito ruim com a tal máscara protetora. No segundo tempo, alegando desconforto, o jogador tirou a proteção, mas não a "máscara". Continuou apagadíssimo em campo. O resultado? Grêmio 4, Fluminense 1, fora o baile... sem máscaras!
Claro que o meia tricolor não é o campeão no quesito. Ele só teve o azar de deixar, "na cara", o fato. E antes que pensem que é intriga, pensem: nunca vi Edgar Davids ser chamado de mascarado, apesar de seu estilo zorro. Petkovic, de outro lado, usou protetor uma vez e tornou-se um mascarado inesquecível. Gilberto Silva, um exemplo extremo, poderia usar uma máscara de homem-aranha pelo resto da vida que não merecia o apelido, tamanha sua humildade. Mas que ficaria engraçado, ficaria...
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