Quem tem TV por assinatura e um bocado de insônia pôde ver, na íntegra, uma cena bizarra na madrugada de ontem para hoje. Uma torcida que brigava sabe-se lá com quem, um time que se exaltava sabe-se lá com o quê e um narrador com um comentarista que falavam com base sabe-se lá em quê.
Me refiro, é claro, aos ocorridos que se viram após o duelo entre América do México e São Caetano, que terminou num empate, classificando a equipe brasileira. O que se viu após o 1 a 1 seria trágico, se não fosse cômico. A torcida do time mexicano invadiu o campo para agredir os jogadores do Azulão. Como não obtiveram muito êxito, partiram para cima da polícia. Patético.
Mas o festival da bobagem ficou por conta da equipe do SporTV. Chegaram a dizer que temiam uma tragédia. Que exagero! Tirando o fato de surgirem misteriosos carrinhos de mão na torcida do América, o showzinho serviu mais para borbulhar os hormônios adolescentes dos torcedores do que propriamente causar algum alarde.
Claro que a polícia local demorou para agir, o que poderia complicar as coisas se estivéssemos lidando com bandidos profissionais. Não era o caso. A não ser que as câmeras do SporTV tenham esquecido de mostrar alguma coisa, o que eu não acredito.
Mas o principal equívoco da emissora foi generalizar, falando coisas como "o México é um povo pacífico, que não é dessas coisas" ou "os times mexicanos são convidados para participar da Libertadores e fazem coisas assim". É como culpar o time do Paysandu por uma suposta selvageria feita pela torcida do Grêmio.
Obviamente, não aprovo a atitude dos torcedores do América. Mas acho que teve certa "tempestade em copo d'água". Claro que deve haver algum tipo de punição à equipe mexicana. E deve-se ter cuidado com a violência de equipes eliminadas que, teoricamente, não têm muito mais a perder. No final das contas, tudo deve ser encarado como um alerta. Nada além disso.
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