sábado, maio 08, 2004

Leão

O assunto deste início de fim-de-semana tem sido um só, e com tanta intensidade, que dispensa um título maior para descrevê-lo. Aconteceu. O Leão deixou o Santos. E eu me peguei discordando de quase tudo que andaram dizendo por aí.

Alguns veículos de comunicação julgaram a demissão de Leão precipitada, pois, segundo estes, ainda havia clima para que ele continuasse na Vila. Ora, foi Leão que se demitiu. Tudo bem que a diretoria santista não queria pagar a multa rescisória e, por isso, estava apertando o cinto. Mas, de qualquer forma, o técnico não esperou a situação ficar completamente insustentável, pois assim saiu com prestígio. Além da vaidade habitual, Leão foi inteligente desta vez.

Os mesmos veículos apontaram as semifinais do Paulistão, contra o São Caetano, como o começo do desandar da maionese. Não concordo. Para mim, o bicho começou a pegar, de verdade, quando dispensaram do time, sem conhecimento do felino, Doni e Róbson. Sem entrar no mérito da qualidade dos dois atletas, ser o último a saber costuma ser muito desagradável. Costuma ser o começo do fim.

Falando em "último a saber", andaram comparando por aí a relação de técnico de um time com a de marido e mulher. Que leviandade! Ou nunca foram técnicos ou nunca foram maridos. Que casal tem tantos filhos, todos vestidos com a mesma roupinha? Que técnico já celebrou Bodas de Prata? Seria Leão ou seu cônjuge que lavava roupa e fazia o almoço? Que relação matrimonial se sustenta sem um "eu te amo", nem que seja de vez em quando? Quando o Leão levou o Peixe pra jantar pela última vez?

Viram? Casamento e futebol não têm muito a ver. Ainda mais se pensarmos que apenas dois dias depois, o Santos já está casado de novo, desta vez com Luxemburgo. Esse Peixe não perde tempo mesmo...

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