domingo, junho 27, 2004

AC Milan Baros


A República Tcheca é a melhor seleção de futebol da Europa. Afirmo isso sem medo de errar. Ultimamente andei dando uns tiros n’água ao tentar prever quais seriam as semifinais da Euro. Errei ao não classificar Portugal e Grécia. Mas daqui a diante me limitarei a analisar o desempenho das equipes, sem mais previsões.

Para que os tchecos sejam campeões ainda há um caminho curto, mas nada fácil. Terão que passar pela Grécia, o que é provável, mas a Grécia já surpreendeu tanto que pode se dar bem de novo. Se obtiverem êxito, os tchecos ainda terão que vencer a final contra Portugal ou Holanda. Aí já fica mais difícil prever o fim dessa história e uma derrota dos tchecos pode até ser considerada natural.

Mas ainda que os tchecos não levantem o caneco, continuarão sendo a melhor e mais talentosa seleção européia, como puderam constatar todos os que viram a partida de hoje contra a Dinamarca.

O jogo começou bem equilibrado, com muito meio-de-campo e lembrando bastante a partida de ontem entre Suécia e Holanda. E foi assim durante todo o primeiro tempo, deixando os prognósticos em aberto. Mas bastou a segunda etapa começar para que o mundo pudesse ver quem está dando as cartas do futebol europeu. Logo aos 3 minutos da etapa final, o grandalhão Koller subiu e, do alto de seus 2,02m, pôs os tchecos em vantagem.

Até aí, um jogo de futebol comum. Mas, a partir deste momento, com a necessidade dinamarquesa de buscar o gol de empate e a conseqüente abertura de espaços na defesa escandinava, começou o show de Milan Baros. Aos 17, ele recebeu de Poborsky e cobriu o goleiro Sorensen. Apenas 2 minutos depois, novo lançamento, desta vez de Nedved, e chute indefensável de Baros, decretando a quarta vitória tcheca na Euro.

Agora, a República 100% tem também o artilheiro da competição. Baros balançou a rede dos adversários cinco vezes, uma a mais do que o holandês Van Nistelrooy e do que o inglês Rooney, que já voltou para a casa. Baros é craque. E, junto com Koller, Nedved e Poborsky, compõe o setor ofensivo que tem assombrado os europeus. Nem precisava tanto.

Do lado de cá do Atlântico

Enquanto isso, continuamos a acompanhar o Brasileirão mais equilibrado dos últimos tempos. Se não temos o talento de Baros, ao menos temos a oportunidade de torcer por cada pontinho, que pode fazer a diferença no final.

Tudo bem que queríamos um campeonato de melhor nível técnico, com os jogadores que hoje mostram seu valor em gramados europeus. Mas já que chorar não adianta, resta-nos torcer para que nosso time não perca pontos preciosos para um bando de cabeças-de-bagre, ignorando o fato de que o time pelo qual torcemos provavelmente também é uma seleção de grossos.

0 comentário(s):

Postar um comentário

<< Home