segunda-feira, junho 06, 2005

Duelo de titãs

Desde que Ronaldo Nazário se tornou conhecido pelos amantes do futebol (lá se vai mais de uma década), nunca mais se viu livre de ser comparado a outros jogadores.

Nos tenros tempos de Cruzeiro, a dentuça promessa chegou a ser aclamada como o novo Pelé. Até aí, nada de novo: a cada mês, um garoto que desponta no futebol brasileiro tem que carregar o peso de ser aclamado o novo rei.

Como, ao menos dentro de campo, Ronaldo nunca teve muito a ver com Pelé, as comparações não duraram muito tempo. Mas bastou surgir um xará (também dentuço, para piorar) para que o assunto voltasse à tona.

Também não tardou para que todos percebessem que as semelhanças entre os dois Ronaldo não vão muito além do nome e da arcada dentária. Donos de técnicas refinadas, porém distintas, cada um conquistou o mundo à sua maneira.

Mais recentemente, surgiu um centroavante que finalmente faz jus às comparações: Adriano nunca foi pintado como um novo Pelé porque as semelhanças entre ele e Ronaldo são muito mais evidentes. Ambos são casos raros de habilidade aliada à força e ao faro de gol.

Claro que ainda há enormes diferenças entre os dois, como a conta bancária e o prestígio. Pelos anos de “serviços prestados”, Ronaldo leva vantagem nos dois quesitos. Mas seu “clone” começa a querer igualar seus feitos.

Adriano é cada vez mais querido pela torcida européia. No Brasil, a titularidade intocável do Fenômeno ainda prejudica muito o atacante da Inter. Se eles são realmente tão parecidos como dizem, porque não preferir o mais jovem e mais em forma?

Apesar de não ter sido o melhor em campo contra o Paraguai, Adriano mostrou ter bola para compor o ataque junto com Kaká, Robinho e Ronaldinho Gaúcho. Para segurar a camisa 9, porém, ele terá que fazer muito mais, quando o Fenômeno voltar a ser convocado.

Eu sou mais Adriano. Afinal, a garra sempre foi um dos seus pontos fortes. Agora, difícil é convencer o teimoso Parreira de que, como diria Elis Regina, “o novo sempre vem”.

7 comentário(s):

Às 7/6/05 19:19, Anonymous Anônimo; disse:

Estamos novamente inteiro no pedaço. E, para variar, não concordo integralmente com você. Ronaldo, o Gordo, ainda é mais habilidoso e Adriano, o Impreador, ainda é mais tanque. Mas em termos de seleção, Adriano e Robinho provaram que o ex-futuro marido da Xícarelli é mexível. Um abraço...

 
Às 7/6/05 21:45, Anonymous Anônimo; disse:

Parabens pelo novo montinho!
Viva longo a esse blog.
Tassio da Silva

 
Às 8/6/05 09:25, Anonymous Anônimo; disse:

Então: ah danados!

 
Às 8/6/05 09:39, Anonymous Anônimo; disse:

Mas, de boa. O Adriano é realmente muito parecido com Ronaldinho, mas infelizmente não nasceu com o tal "carisma" que tantos falam (nem meteu 5 gols, numa só partida, no Rodolfo Rodrigues, antes de completar 17 anos).
Realmente o fato de ter aparecido tão cedo e de maneira tão intensa fez com que o Fenômeno fosse literalmente adotado pela crítica e pela torcida.
E nesse ponto acho que todos concordam: Adriano terá que jogar muito mais bola que Ronaldo para COMEÇAR a ser aceito como um craque do mesmo nível, e ainda corre o risco de ser chamado de velho...

 
Às 9/6/05 14:26, Anonymous Anônimo; disse:

Eu prefiro o Adriano.

Nunca gostei do Ronaldinho, e quebrei a cara quando o Felipão chamou ele pra copa: 8 gols provaram que eu não estava certo.

Ah... O Adriano tá bem melhor das pernas, mesmo sendo ainda mais gordo.

 
Às 9/6/05 16:50, Blogger Marcelo Morato; disse:

Pois é, Braulio...

Eu também fui um que não botava muita fé e quebrei a cara.

E, depois do jogo contra a Argentina, acho que também quebrei a cara em apostar no Adriano. Hehehe! Brincadeirinha.

No mais, obrigado a todos pela visita e pelos comentários.

 
Às 18/6/05 23:43, Anonymous Anônimo; disse:

Futebol força é isso aí...

 

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