A força da massa
Muitos atleticanos se orgulham mais dela do que do próprio time. Os cruzeirenses, por outro lado, torcem o nariz e dizem que ela não é maior que a “China Azul”. O fato é que, nesses tempos difíceis, a mística da massa atleticana tem se tornado assunto recorrente.O Atlético tem uma das maiores e mais apaixonadas torcidas do Brasil e não restam dúvidas sobre este fato. Esteja bem ou mal, o Galo tem, ano após ano, uma das maiores médias de público do Campeonato Brasileiro. O que vai além de números é o que essa torcida faz por seu time, algo que beira o sobrenatural.
A última grande equipe a vestir a camisa alvinegra foi o time vice-campeão de 99, que, por muito pouco, não levantou a taça. No ano seguinte, o Atlético foi campeão mineiro e, a partir daí, não venceu mais um campeonato sequer. Pior que isso só as freqüentes visitas à zona de rebaixamento do Brasileirão, algo que vem se tornando hábito há muitos anos, com raríssimas exceções.
Apesar disso, o Galo sempre consegue se salvar no final da temporada, fazendo a camisa pesar a seu favor nas rodadas finais. E quem é que faz a camisa ficar tão temida? A massa, que empurra o time, sobretudo nos momentos difíceis.
Portanto, não é coincidência o Galo perder para o inconstante Botafogo num fim-de-semana e, alguns dias depois, vencer fácil a forte equipe do Santos. Não sou dos que acha que a torcida é fundamental para levar o time à vitória, mas desta vez fui obrigado a dar o braço a torcer: o diferencial entre estes dois jogos foi a massa.
Ontem, contra o Corinthians, o Galo conseguiu um bom empate. “Bom”, se considerarmos que o time jogava fora dos seus domínios e enfrentava uma das melhores equipes do campeonato. Porém, se o jogo fosse no Mineirão, certamente lotado, tenho certeza de que os cinco minutos finais, após o gol atleticano, seriam de pressão pura e o Galo teria fortes chances de virar a partida.
Sem a sua imensa torcida, o time poderia estar hoje em situação semelhante à do América. No engatinhar do futebol em Belo Horizonte, o Cruzeiro nem existia e Atlético e América eram os times que dividiam a hegemonia do futebol mineiro. O América, inclusive, levava uma vantagem sobre o rival: tinha um patrimônio muito maior. Mas nunca conseguiu ter tantos torcedores fiéis como o Atlético.
O tempo passou e uma nova ordem do futebol veio à tona. Hoje, o América vive a dura realidade de ser presa fácil até na Série C e o Galo, apesar de todos os pesares, é um dos poucos times que nunca foi rebaixado no Brasil. A quem creditar esse mérito? Não vejo ninguém mais merecedor do que a massa atleticana.






7 comentário(s):
E da-lhe Galo!!!
Uma vez até morrer!
Talvez a quinta torcida mais louca e apaixonada do mundo, atrás apenas de Boca Juniros, Manchester United, Celtic e Rangers da Escócia e a do Corinthians.
Sim, torcida faz diferença num jogo. Se torcedores entendessem isso, jamais protestariam de forma negativa.
É por isso que o São Caetano tem que cair. O clube tem a pior média de público do campeonato e não acrescenta nada ao futebol brasileiro. Futebol sem torcida é a mesma coisa que praia sem sol. Não tem a menor graça.
Considerações:
1. As torcidas do Celtic e do Rangers são realmente fanáticas, mas com um porém que as difere das demais que você citou, Thiago. Elas não são desinteressadas, há razões além do futebol. Assim sendo, acho que a do Galo merece subir alguns degraus nessa escala das torcidas fanáticas.
2. Não concordo que o número de torcedores deva ser critério para desejarmos que um clube caia ou não. Mas que o São Caetano tem jogado mal ultimamente, não há dúvidas.
3. Juventude x Paraná? Jogão!
Marcelo fiquei curioso.
Qual o seu critério para desejar que um clube vá para a segunda divisão ?
Ué, devem cair os piores. Sendo assim, este ainda não é o ano de o São Caetano reencontrar a Segundona
Isso eh q eh texto, to ate emocionado...a torcida do galo é inigualável. E o Galo é bom demais.
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