Nem tango, nem samba
Quando a Globo anunciou o jogo que transmitiria na última quarta-feira, entre Corinthians e River Plate, afirmou que a partida seria “mais um duelo entre as duas maiores forças do futebol sul-americano, Brasil e Argentina”. E eu fiquei a me perguntar se o River havia se tornado uma equipe brasileira.
O que tinha tudo para ser um grande clássico portenho ficou insosso e sem-graça com as ausências corintianas, entre elas Tévez e Mascherano. O Corinthians poupou o time titular e, como foram 11 argentinos do lado do River contra apenas Sebá pelo lado alvinegro, o empate sem gols foi até bom negócio para os alvinegros.
Ironias à parte, o jogo, como o placar denuncia, foi bem ruim. Com ambos os times jogando sem criatividade, ficou a impressão de que, se jogar com o time titular, o Corinthians pode se dar bem na segunda partida, a despeito de jogar fora de casa.
Durante toda a partida, o controle remoto me convidava para dar uma passadinha no outro jogo da noite, Fluminense e Banfield, à procura de melhor futebol. Não encontrei. O Banfield chegou ao Rio com o status de "São Caetano da Argentina", já que é o atual vice-campeão do Clausura, tendo, porém, relativamente pouca tradição. Entretanto, se comportou como o Azulão de hoje, que não é nem sombra da equipe do início da década. E se mostrou um time muito feio, a começar pelo distintivo do clube, passando pelo uniforme e culminando no futebol apresentado. O Fluminense também não esteve lá essas coisas, mas como tem muito mais time, venceu por 3 a 1, mesmo atuando com um a menos na maior parte do tempo.
Mas nada foi mais legal do que ver Cléber Machado reclamando do fato de o Corinthians jogar a Sul-americana com o time reserva. Como ninguém leva essa competição muito a sério, seria um choro em prol do Ibope? Simultaneamente, o Flu jogava com seu time titular, com transmissão da Record.
Um pouco mais cedo, o Cruzeiro entrou em campo, pela mesma Sul-americana, para jogar contra outro argentino, o Vélez Sarsfield. Também com o time reserva, mas atuando na Argentina, o time celeste perdeu por 2 a 0 e agora terá que reverter a desvantagem no Mineirão. Presumo que será muito difícil, já que o Cruzeiro está pior a cada dia. Já o Vélez me parece um bom time. Mas não posso dar certeza, porque não vi o jogo. Ainda bem!
Inter
No quarto confronto envolvendo clubes brasileiros e argentinos em dois dias, o Internacional foi o time que se saiu melhor nos jogos de ida das oitavas da Sul-americana. Ontem, o Colorado jogou com força máxima e venceu o Rosario Central, na Argentina, por 1 a 0. A equipe, agora, está em situação bem confortável, podendo até empatar no Beira-Rio. Moral da história: quem poupou, se deu mal. Mas as coisas ainda podem mudar de rumo nos jogos de volta.






8 comentário(s):
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Essa gringaiada tá enchendo o saco!!!
Marcelão: "clássico portenho" é Boca e River. Muita gente tem usado portenho para qualificar coisas da américa latina...o que é errado. O correto é usar portenho quando se referir a Buenos Aires.
Abração
Hoje eu tô chato:
Mas quem transmitiu o jogo(e ficou reclamando)não foi nosso amigo Galvão?
de fato, nem tango, nem samba. o jogo foi mais uma canção de ninar: eu, corinthiano, adormeci no decorrer da partida.
É... eu ia me defender, mas a Lívia (danada!) já fez isso por mim. Quanto ao narrador do jogo, acho que me confundi mesmo.
Quanto ao jogo em São Januário, acho que o Flu só sofreu para vencer porque estava com um a menos, porque o Banfield é de lascar.
Tudo muito estranho. Em um ano, os clubes lutam para conseguir a vaga na Sul-Americana. No ano seguinte colocam times mistos em campo. Veja soh o Cruzeiro. Colocou time misto contra o Velez e mesmo assim aparecem jogadores e o tecnico dizendo da importancia de se classificar para a sul-americana ano que vem. Hein ???
Lá vem tio Marcelo pegando no pe do Curintian, de novo...pára.
Hehehe! Não é questão de pegar no pé, Leandrim. É que a piada vem e eu não consigo segurar. :)
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