terça-feira, setembro 06, 2005

Sopa de números

4-4-2 ou 3-5-2? A eterna discussão sobre qual é o melhor esquema tático voltou à pauta da imprensa mineira depois que Atlético e Cruzeiro adotaram o esquema de três zagueiros. Como o Atlético, que estava mal, passou a vencer, e o Cruzeiro, que estava cambaleante, entrou em queda livre, o exemplo das equipes mineiras não serviu para interpretações conclusivas.

A verdade é que não há como falar em melhor esquema sem conhecer os jogadores que irão atuar. Em equipes onde os laterais não são bons apoiadores, por exemplo, não há porque colocar um terceiro zagueiro, pois isto tornaria o time excessivamente defensivo. Pode parecer óbvio, mas tem muito treinador por aí que não sabe que um bom lateral não é necessariamente um bom ala. E vice-versa.

No caso dos times mineiros, mais do que a atuação dos laterais/alas, a preocupação era tentar fazer a defesa ficar mais sólida, já que em nenhuma das equipes o setor defensivo vinha inspirando confiança. E, desde que efetivou o 3-5-2, o Atlético venceu as três partidas que disputou, levando apenas um gol. Claro que parte do êxito deve ser creditada à fragilidade dos adversários e a outras mudanças além do esquema: técnico, alguns jogadores, astral... muita coisa mudou no Galo. Mas o esquema também tem sua cota de mérito. Contra a Ponte Preta, o gol da vitória foi marcado por Rubens Cardoso, o “novo” ala do Atlético.

Do lado azul, as coisas começaram bem: com três beques, o Cruzeiro venceu o Juventude, pela Sul-americana, e o São Caetano, pelo Brasileirão. Depois, vieram o empate contra o Flamengo e as derrotas para Internacional e Juventude. Contra o Inter, aliás, a derrota foi maíuscula: 4 a 1. Assim como no caso do rival, o esquema não é o único responsável pelos resultados. De qualquer forma, a moral da história é que, assim como tudo na vida, o que é bom para um, pode não ser tão bom para outro.

0 comentário(s):

Postar um comentário

<< Home