O bem e o mal por um botão
Na noite de ontem, o controle remoto me dava duas opções: assistir ao segundo tempo de Goiás x Fluminense ou ao encontro entre New Jersey Nets e Milwaukee Bucks, pela Premiere Week da NBA. O jogo com a bola nos pés era decisivo para o curso do Brasileirão. Já a partida de basquete era apenas mais uma das 82 que cada equipe tem que fazer na temporada regular da liga americana de basquete.Ainda assim, não resisti e acabei em várias idas e vindas, tentando assistir o que tinha de melhor nos dois canais. Numa destas, acabei perdendo o gol de Petkovic. Mas tudo bem, as mesas-redondas estão aí justamente para azarados como eu. E mais importante que a vitória do Fluminense era tentar achar explicações para tamanha diferença entre as estruturas dos dois esportes que acompanhei.
Muitos criticam que os esportes americanos são muito mais show do que propriamente competição, no que tenho que concordar. Ainda assim, o nível de disputa é sempre altíssimo e não se tem notícia de time beneficiado só porque tem mais torcida ou algo do tipo. Das duas uma: ou lá a coisa é mais organizada ou eles escondem muito bem seus podres.
Uma visitinha ao site da NBA me faz pender para a primeira alternativa. Lá, encontra-se tudo, absolutamente tudo que um fã de basquete pode procurar. Desde estatísticas de jogadores que já se aposentaram há séculos até dicas para games de basquete para PlayStation. E os sites das 30 equipes da liga são acessados pela página principal. Ou seja, é tudo um grande portal, organizado até a medula e de forma bem orgânica.
Por outro lado, procurando os endereços eletrônicos dos times da Série A se acha de tudo. Desde ótimos portais até páginas inexistentes, num verdadeiro samba do crioulo doido. Não seria legal um portal como o da NBA, onde poderíamos ter notícias tanto do Inter quanto do Paysandu, a um clique de distância? E sem especulações ou disse-que-disse.
Claro que, por serem esportes diferentes, muita coisa não se aplicaria ao nosso Brasileirão. Mas aí temos ligas européias, como a liga nacional inglesa, dando exemplos de boa administração. Estádios confortáveis, transmissões de encher os olhos e, acreditem, cada vez mais futebol dentro das quatro linhas. Uma coisa leva à outra.
Cada caso é um caso. Mas, guardadas as devidas proporções, o que é bom deve servir de inspiração. Cabe aos dirigentes pensar no que funcionaria ou não, pois exemplos a seguir temos de sobra. O que não vale é deixar o barco correr com Edílsons e Zveiters ao leme.






4 comentário(s):
As Ligas Americanas têm sua sujeira, sim... ms é coisa rara, afinal, lá dinheiro todos os clubes tem, a organização é maior...
E ontem o Corinthians perdeu. O Inter teve chance de diminuir a vantagem hoje. O que fez? Perdeu. Depois os Colorados reclamam de arbitragem...
Ola obrigada pela visita e gostei muito do seu blog, voltarei sempre, onem o Inter provou que não tem condições de lutar pelo titulo, mas o Flu esta comendo pela beiradas
Realmente, um site unico parece uma coisa simples mas mostra a nossa desorganizacao.
Pecamos por tantos pequenos detalhes que estamos formando um gigante, que esta levando nosso futebol para a lama ...
Um pouco mais de competencia naum faria mal ...
Futebol naum eh brincadeira ...
O melhor da NBA é que os times que já foram campeões não são rebaixados. Seria um exemplo a ser seguido?
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