Um montinho de craques
Goleiro - Bruno (Atlético Mineiro)
As boas atuações do jovem goleiro atleticano pouco repercutiram fora das fronteiras de Minas Gerais, mas a verdade é que, com Bruno na meta e os juniores de Lori em campo, o Galo foi um time completamente diferente da equipe que atuou a maior parte do ano. A torcida alvinegra lamenta até hoje ter descoberto isso tarde demais.
Lateral-direito - Gabriel (Fluminense)
Gabriel, Paulo Baier ou Cicinho? A briga pelo título de melhor lateral-direito deste ano foi boa. Paulo Baier mostrou ter regularidade e espírito de Duracell após mais um ano de boas atuações. Cicinho garantiu seu lugar no banco da seleção brasileira graças à Copa das Confederações. Mas, no Brasileirão, o lateral-artilheiro Gabriel e seus 16 gols foram imbatíveis.
Zagueiros - Lugano (São Paulo) e André Leone (Goiás)
O beque uruguaio foi unanimidade entre a equipe do Montinho Artilheiro. Já André Leone venceu Cáceres, do Atlético Mineiro, e Gamarra, do Palmeiras, por um voto. Interessante observar que quem cuidou da cozinha com mais competência neste Brasileirão foram os zagueiros gringos.
Lateral-esquerdo - Gustavo Nery (Corinthians)
Gustavo Nery não é um fora-de-série, mas jogou o suficiente para ser eleito, com louvor, o melhor lateral-esquerdo do Campeonato Brasileiro de 2005. E, de quebra, parece ter tirado da cabeça de Parreira a dúvida de qual o melhor banco para Roberto Carlos na próxima Copa.
Volantes - Tinga (Internacional) e Rosinei (Corinthians)
Danem-se as táticas do futebol. Num campeonato em que muitos provaram que cabeças-de-área também podem ter estilo refinado, não hesitamos em escalar dois segundos volantes em nossa seleção. Marcinho Guerreiro, do Palmeiras, até tentou cavar sua vaguinha, mas foi voto-vencido. Nos gramados, Tinga e Rosinei juntos podem até ser uma opção ousada demais. Mas, para os autos, o que importa é ser bom de bola, independente de quem atua ao seu lado.
Meias - Petkovic (Fluminense) e Roger (Corinthians)
O sérvio Petkovic foi o único que conseguiu pôr em cheque, ainda que por um breve instante, o incontestável título de craque do Brasileirão dado a Tevez. Roger, por sua vez, fez a sua parte e ajudou a tornar ainda mais evidente que o argentino foi mesmo o melhor do ano nos gramados nacionais. Apesar das boas atuações de Juninho Paulista e Carlos Alberto, que inclusive substituiu Roger à altura, os prêmios de Pet e de Roger foram barbada.
Atacantes - Tevez (Corinthians) e Rafael Sóbis (Internacional)
Tevez reinou quase absoluto nos campos do Brasil após a partida de Robinho. Rafael Sóbis, por sua vez, subiu de produção na reta final do campeonato e foi a revelação da competição. Nas últimas rodadas, os gols de Carlitos de um lado e os de Sóbis do outro ajudaram a deixar o Brasileirão muito mais emocionante.






12 comentário(s):
Afinal, o que é um camisa 10 clássico? É um ponta-de-lança? Isso é meia ou atacante?
Se fôssemos ser rígidos, o camisa 10 clássico seria o meia-esquerda do esquema WM, que era o mais usado quando os jogadores passaram a usar números.
Mas como estamos em uma época em que o centroavante Henry joga com a 12, acho que a 10 é de quem tem mais moral para chegar lá e usá-la.
Em tempo: ponta-de-lança é o tal número 1 de Zagallo. É o meia-atacante. É o Tevez. É o Pelé. Não é?
É. É o Petkovic? Um cara que arma, distribui a bola e tals não é um ponta-de-lança, é? Mas dizem que esse cara que arma que é o verdadeiro 10, mas Pelé era ponta-de-lança e não armador e era o 10 clássico.
Qual outro exemplo de 10 clássico há? Ronaldinho Gaúcho é um 10 clássico ou ele só usa a 10 porque é o melhor do time?
Cara, é isso mesmo que você disse, mas acho que depende muito da função que o jogador tem no time.
O Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, é um ponta-de-lança típico no Barcelona, mas na seleção, que ultimamente vem jogando com dois centroavantes, ele acaba ficando mais recuado e atuando mais pela esquerda, enquanto o Kaká é mais responsável pelo setor direito.
Já o Pet normalmente fica atrás de dois atacantes e, dessa forma, com obrigação mais de armar do que propriamente conduzir a bola e finalizar.
Esta Seleção ficou como a maioria delas, a única coisa que me surpreendeu foi o goleiro do Galo.
Disponha, Frango!
Se quiser, depois faço uma com o Braulio F.A.
Sorín, a seleção realmente coincidiu bastante com a da Placar e a da CBF porque refletiu a opinião de toda a nossa equipe (exceção do Capixaba, que não votou até hoje. Capixaba, cadê você?). Desse modo, alguns jogadores que poderiam entrar na seleção como Marcinho Guerreiro (no qual votei) e Fred (no qual o Frango votou) foram voto-vencidos.
Agora, o Bruno é de fato ótimo goleiro, mas ainda não fez seu nome na imprensa paulista e carioca. Mas é questão de tempo, tenho certeza.
Abraços a todos!
E aí, tudo bem? No geral, a seleção ficou boa, Só vi um jogo desse Bruno, e ele realmente joga bem, mas não sei se deve ser o escolhido para o gol. Abração!
www.analisedofutebol.blogger.com.br
O Fred faltou nessa seleção mesmo, também faltou na da CBF e na da Placar. O Fred também tá faltando na seleção brasileira e onde mais você desejar. O Fred é o melhor atacante do mundo.
Sobre o negócio do camisa 10, onde está Alisson Coutinho, o teórico da bola, para nos dar a informação correta e precisa?
É. Também acho que o Frango deva dar seu pitaco a respeito desse assunto. Enquanto ele não chega, vou usar umas aspas do Chico Buarque, que é pra dar embasamento teórico ao que eu disse anteriormente:
"Quando comecei a gostar de futebol as posições do campo eram mais definidas. O camisa 10 era aquele que chegava ao ataque vindo de trás, atuava mais pelo lado esquerdo. Hoje a formação tática mudou, a disposição dos jogadores em campo mudou, a velocidade, a mobilidade dos jogadores é maior, então não há mais posições fixas. Eu já não sei exatamente o que é o camisa 10".
Foi Chico Baurque quem disse isso mesmo?
É uma pena, futebol com posições definidas é bem melhor. Sou contra o uso de número fixo na camisa e contra a não existência de posições definidas.
Giovanni,
De fato, a citação acima é mesmo do camisa 10 do Politheama. Será que ele fica perdido em campo sem saber qual é a sua função?
Aí embaixo tem o link para o texto onde eu achei a fala do Chico Buarque. É um bom texto, que fala exatamente do mito da camisa 10.
http://www.zdl.com.br/noticia.asp?id=3655
Interessante a matéria.
Depois de tudo isso, tomo a liberdade de definir o camisa 10:
O 10 é o cara que, seja tocando, lançando, driblando ou chutando a gol, comanda o time sem dizer palavra.
Mas ainda quero a opinião do teórico da bola Alisson Coutinho.
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