sexta-feira, dezembro 16, 2005

Um montinho de craques

Nos meses de dezembro, mais famosas que as listinhas de Natal são as listinhas de melhores do ano. E, assim como já fizeram todos que entendem ao menos um pouquinho de futebol, aqui está a nossa seleção do Brasileirão.

Goleiro - Bruno (Atlético Mineiro)

As boas atuações do jovem goleiro atleticano pouco repercutiram fora das fronteiras de Minas Gerais, mas a verdade é que, com Bruno na meta e os juniores de Lori em campo, o Galo foi um time completamente diferente da equipe que atuou a maior parte do ano. A torcida alvinegra lamenta até hoje ter descoberto isso tarde demais.

Lateral-direito - Gabriel (Fluminense)

Gabriel, Paulo Baier ou Cicinho? A briga pelo título de melhor lateral-direito deste ano foi boa. Paulo Baier mostrou ter regularidade e espírito de Duracell após mais um ano de boas atuações. Cicinho garantiu seu lugar no banco da seleção brasileira graças à Copa das Confederações. Mas, no Brasileirão, o lateral-artilheiro Gabriel e seus 16 gols foram imbatíveis.

Zagueiros - Lugano (São Paulo) e André Leone (Goiás)

O beque uruguaio foi unanimidade entre a equipe do Montinho Artilheiro. Já André Leone venceu Cáceres, do Atlético Mineiro, e Gamarra, do Palmeiras, por um voto. Interessante observar que quem cuidou da cozinha com mais competência neste Brasileirão foram os zagueiros gringos.

Lateral-esquerdo - Gustavo Nery (Corinthians)

Gustavo Nery não é um fora-de-série, mas jogou o suficiente para ser eleito, com louvor, o melhor lateral-esquerdo do Campeonato Brasileiro de 2005. E, de quebra, parece ter tirado da cabeça de Parreira a dúvida de qual o melhor banco para Roberto Carlos na próxima Copa.

Volantes - Tinga (Internacional) e Rosinei (Corinthians)

Danem-se as táticas do futebol. Num campeonato em que muitos provaram que cabeças-de-área também podem ter estilo refinado, não hesitamos em escalar dois segundos volantes em nossa seleção. Marcinho Guerreiro, do Palmeiras, até tentou cavar sua vaguinha, mas foi voto-vencido. Nos gramados, Tinga e Rosinei juntos podem até ser uma opção ousada demais. Mas, para os autos, o que importa é ser bom de bola, independente de quem atua ao seu lado.

Meias - Petkovic (Fluminense) e Roger (Corinthians)

O sérvio Petkovic foi o único que conseguiu pôr em cheque, ainda que por um breve instante, o incontestável título de craque do Brasileirão dado a Tevez. Roger, por sua vez, fez a sua parte e ajudou a tornar ainda mais evidente que o argentino foi mesmo o melhor do ano nos gramados nacionais. Apesar das boas atuações de Juninho Paulista e Carlos Alberto, que inclusive substituiu Roger à altura, os prêmios de Pet e de Roger foram barbada.

Atacantes - Tevez (Corinthians) e Rafael Sóbis (Internacional)

Tevez reinou quase absoluto nos campos do Brasil após a partida de Robinho. Rafael Sóbis, por sua vez, subiu de produção na reta final do campeonato e foi a revelação da competição. Nas últimas rodadas, os gols de Carlitos de um lado e os de Sóbis do outro ajudaram a deixar o Brasileirão muito mais emocionante.

12 comentário(s):

Às 17/12/05 09:18, Anonymous Anônimo; disse:

Afinal, o que é um camisa 10 clássico? É um ponta-de-lança? Isso é meia ou atacante?

 
Às 18/12/05 15:46, Blogger Marcelo Morato; disse:

Se fôssemos ser rígidos, o camisa 10 clássico seria o meia-esquerda do esquema WM, que era o mais usado quando os jogadores passaram a usar números.

Mas como estamos em uma época em que o centroavante Henry joga com a 12, acho que a 10 é de quem tem mais moral para chegar lá e usá-la.

Em tempo: ponta-de-lança é o tal número 1 de Zagallo. É o meia-atacante. É o Tevez. É o Pelé. Não é?

 
Às 18/12/05 18:42, Anonymous Anônimo; disse:

É. É o Petkovic? Um cara que arma, distribui a bola e tals não é um ponta-de-lança, é? Mas dizem que esse cara que arma que é o verdadeiro 10, mas Pelé era ponta-de-lança e não armador e era o 10 clássico.

Qual outro exemplo de 10 clássico há? Ronaldinho Gaúcho é um 10 clássico ou ele só usa a 10 porque é o melhor do time?

 
Às 18/12/05 20:13, Blogger Marcelo Morato; disse:

Cara, é isso mesmo que você disse, mas acho que depende muito da função que o jogador tem no time.

O Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, é um ponta-de-lança típico no Barcelona, mas na seleção, que ultimamente vem jogando com dois centroavantes, ele acaba ficando mais recuado e atuando mais pela esquerda, enquanto o Kaká é mais responsável pelo setor direito.

Já o Pet normalmente fica atrás de dois atacantes e, dessa forma, com obrigação mais de armar do que propriamente conduzir a bola e finalizar.

 
Às 19/12/05 08:15, Anonymous Anônimo; disse:

Esta Seleção ficou como a maioria delas, a única coisa que me surpreendeu foi o goleiro do Galo.

 
Às 20/12/05 15:50, Blogger Marcelo Morato; disse:

Disponha, Frango!

Se quiser, depois faço uma com o Braulio F.A.

Sorín, a seleção realmente coincidiu bastante com a da Placar e a da CBF porque refletiu a opinião de toda a nossa equipe (exceção do Capixaba, que não votou até hoje. Capixaba, cadê você?). Desse modo, alguns jogadores que poderiam entrar na seleção como Marcinho Guerreiro (no qual votei) e Fred (no qual o Frango votou) foram voto-vencidos.

Agora, o Bruno é de fato ótimo goleiro, mas ainda não fez seu nome na imprensa paulista e carioca. Mas é questão de tempo, tenho certeza.

Abraços a todos!

 
Às 20/12/05 21:40, Anonymous Anônimo; disse:

E aí, tudo bem? No geral, a seleção ficou boa, Só vi um jogo desse Bruno, e ele realmente joga bem, mas não sei se deve ser o escolhido para o gol. Abração!
www.analisedofutebol.blogger.com.br

 
Às 21/12/05 09:58, Anonymous Anônimo; disse:

O Fred faltou nessa seleção mesmo, também faltou na da CBF e na da Placar. O Fred também tá faltando na seleção brasileira e onde mais você desejar. O Fred é o melhor atacante do mundo.

Sobre o negócio do camisa 10, onde está Alisson Coutinho, o teórico da bola, para nos dar a informação correta e precisa?

 
Às 21/12/05 11:32, Blogger Marcelo Morato; disse:

É. Também acho que o Frango deva dar seu pitaco a respeito desse assunto. Enquanto ele não chega, vou usar umas aspas do Chico Buarque, que é pra dar embasamento teórico ao que eu disse anteriormente:

"Quando comecei a gostar de futebol as posições do campo eram mais definidas. O camisa 10 era aquele que chegava ao ataque vindo de trás, atuava mais pelo lado esquerdo. Hoje a formação tática mudou, a disposição dos jogadores em campo mudou, a velocidade, a mobilidade dos jogadores é maior, então não há mais posições fixas. Eu já não sei exatamente o que é o camisa 10".

 
Às 21/12/05 12:14, Anonymous Anônimo; disse:

Foi Chico Baurque quem disse isso mesmo?
É uma pena, futebol com posições definidas é bem melhor. Sou contra o uso de número fixo na camisa e contra a não existência de posições definidas.

 
Às 21/12/05 12:28, Blogger Marcelo Morato; disse:

Giovanni,

De fato, a citação acima é mesmo do camisa 10 do Politheama. Será que ele fica perdido em campo sem saber qual é a sua função?

Aí embaixo tem o link para o texto onde eu achei a fala do Chico Buarque. É um bom texto, que fala exatamente do mito da camisa 10.

http://www.zdl.com.br/noticia.asp?id=3655

 
Às 23/12/05 10:17, Anonymous Anônimo; disse:

Interessante a matéria.

Depois de tudo isso, tomo a liberdade de definir o camisa 10:

O 10 é o cara que, seja tocando, lançando, driblando ou chutando a gol, comanda o time sem dizer palavra.

Mas ainda quero a opinião do teórico da bola Alisson Coutinho.

 

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