Joga, Bonito!
Depois de quatro anos de espera ela chegou toda bonita, com vestido de festa, maquiada e cheia de novidades para mostrar. Copa do Mundo é sempre especial. E essa, como todas as outras ao longo da história, será inesquecível. Apesar disso, não sei se essa deixará saudades. Sobrou organização, mulheres bonitas e torcidas dando show. Vimos muita vontade e amor à camisa, mas senti falta de um pouco mais de futebol. Admito que esperava mais técnica, mais gols. Acreditava, talvez ingenuamente, que a vontade de vencer seria mais forte que o medo de perder. Sinceramente, não vi pessoas que se recusaram a crescer, nem tampouco tive o prazer de ver uma orquestra em campo. Alguns jogos estavam mais para a pelada do José do que para o tão falado “jogo bonito”. Os alemães mostraram que sabem organizar uma Copa. Estádios lindos, ótima estrutura de hospedagem, muita diversão e também hospitalidade. E ainda tiveram os tais telões colocados nos estádios que causaram muita discussão e cenas inusitadas. Cristiano Ronaldo que o diga. Ele penteou a bola, deu toquinho de calcanhar, abusou das jogadas de efeito, sem esquecer, é claro, de dar uma olhadinha para o telão. O portuga não agüenta, passa a mão no cabelo, põe a mão no rosto, coça a cabeça, tudo isso sem perder a pose e ver se está bem na foto. Atuações dignas do símbolo do Brasil nessa Copa: Roberto Carlos.
Deixando a sobrancelha “sob encomenda” de Cristiano Ronaldo e o alisamento japonês de Camoranesi de lado, tivemos outros momentos marcantes envolvendo a “telona”. Robinson, goleiro da Inglaterra, bem que tentou avisar, e, bem no começo da Copa, carimbou o telão. Os comentaristas de arbitragem reclamaram que a condição já delicada do árbitro nas partidas seria ainda mais prejudicada. E foi assim em alguns momentos.
Com o replay na tela a torcida guiou sua opinião e, mesmo sem os palpites precisos do Galvão, conseguiu detonar a atuação de alguns árbitros. Quando o Brasil fez o segundo gol contra Gana, o impedimento de Adriano ficou claro no replay. A torcida viu e vaiou, não só a arbitragem, mas também a “adorada” Seleção Brasileira. Os torcedores não ficam de fora. O que falar das aparições constantes de Maradona, Pelé, Platini e outros ídolos. Ou mesmo da discreta e inacreditável presença de Beckenbauer em todos os jogos. O “filma nóis” foi substituído por um “olha a gente lá” constante.
Telões à parte, o jogo entre Itália e Alemanha foi emblemático. Depois de pouca ação nos 90 minutos e um pavor escancarado de tomar gols, os times se abriram um bocado na prorrogação. A Itália mostrou um futebol mais solto, agressivo. A verdade é que a vontade de ganhar se confundia com outro medo: o de ir para os pênaltis.
É, nessa Copa, quem esperava um show de Ronaldinho Gáucho teve de se contentar com o “show" do Gattuso.






13 comentário(s):
O que as férias não fazem, hein? Depois da Copa inteira sem postar nada, dois textos seguidos (muito bons,por sinal).
Parabéns pelos textos Capixa...
Esse rapaz vai longe... se não for corrompido pelos sintéticos e tolos textos do jornalismo esportivo...
Camoranesi é uma Gueixa. (MORATO, 2006)
Essa copa tá osso e outra só em 2010. Será que eu vou animar pras olimpíadas?
"Prefiro ganhar pra não correr o risco de perder". Essa sim, foi sensacional!
O dia que a equipe do Montinho for cobrir uma copa, poderemos saber se a seleção brasileira era tão adorada quanto diz ser Galvão e sua turma.
O Robinson carimbou o telão mesmo? Quebrou?
Não acredito que Beckenbauer foi a todos os jogos.
nao ta dando pra votar!!!!
quebrou não giovanni, o telão resistiu bravamente...
parabéns pela foto lívia,
muito boa ... hehehe
o montinho tá "pé-quente" hein...
sugestão: que tal colocar o escudo da França no logotipo?
hehehe
Eu retiro o que eu disse, apoio o símbolo do Montinho sem o escudo do Galo.
Megale,
acabou o prazo da votação. Agora, é esperar terça, quando sai o resultado final.
E, podem esperar, é só Portugal concluir sua participação para que a logo volte a ser alvi-laranja-negra, com sempre fora.
Falar nisso, aguardem: amanhã o Montinho terá uma novidade para os leitores!
Vocês vão distribuir doce ou vai ser o texto do Costoli? Porque, do fundo do coração, do fundo mesmo, daquela parte que toca nas vértebras: Eu prefiro doce!
Nada contra os textos do Costoli, apenas uma questão de preferência, ok?
Vetrozim: você matou a charada. Era doce, mas como não é possível distribuir doce via web...
acho que a surpresa vai ser um texto do enderson, correspondente do montinho na alemanha.
(tem outro motivo pra ele estar tão sumido?) haha
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