“Vice de novo”
Tudo aconteceu muito rápido. Esperei mais de um mês para assistir à final e ela se foi, de repente, em alguns poucos minutos. No primeiro jogo, dois lances: chute de Obina, cabeçada de Luizão. No segundo, a expulsão infantil de Valdir Papel.Tornar-se vice-campeão é sempre ruim. Nada pior do que experimentar o gosto amargo da prata e ver o ouro pertinho e tão longe ao mesmo tempo. O mais doloroso é exatamente sentir que tudo poderia ser diferente, que um detalhe poderia ter mudado a história daquele título.
Por isso mesmo, os vice-campeonatos mais sofridos são aqueles em que sua equipe perde por pouco, em um jogo equilibrado, no detalhe. No Maracanã, no ano 2000, lembro da final do “Mundial”. Derrota nos pênaltis, amarga, para o Corinthians. Eu estava nas arquibancas e experimentei minha primeira frustração futebolísitica em um estádio.
O Campeonato Carioca de 2001 também foi triste. O Vasco venceu o primeiro jogo por 2 a 1, mas na segunda partida o Fla conseguiu uma bela vitória e o título. Naquela oportunidade, 3 a 1 para o rubro-negro, com show de Petkovic.
Tento imaginar como se sentiram os palmeirenses na decisão da Mercosul em 2000. O Vasco foi campeão, na virada mais espetacular que eu já assisti. No fim do primeiro tempo o Palmeiras vencia por 3 a 0, o Vasco voltou determinado na segunda etapa e fez quatro gols, três do artilheiro Romário.
Nos jogos da Copa do Brasil, decidida nessa quarta, a sensação foi diferente. O domínio do Flamengo nas duas partidas foi muito grande. A torcida do Vasco teve pouco tempo para sonhar com o título, uma virada como aquela de 2000 parecia impossível.
A equipe precisava ganhar, mas não conseguia pressionar o Flamengo. Ao menos, a derrota de 2 a 0 no primeiro jogo deixou a torcida cruzmaltina preparada. O sofrimento foi menor do que em outras oportunidades, foi amenizado por um sentimento anestesiante de impotência. O Flamengo dominou a partida, venceu com sobras e mostrou que é um time melhor organizado, nos dois jogos.
Sem muitas esperanças, tudo fica mais fácil de aceitar. Mas não há como negar que é triste, muito triste, principalmente quando o grito da torcida do adversário faz questão de lembrar que você é vice, “vice de novo”.






4 comentário(s):
Esse negócio de ser vice é comigo mesmo. Galo!
Eu gosto mais de final de um jogo só, muito mais emoção. Podiam mudar esse esquema da Copa do Brasil prà final.
e o tal Ney Franco mandou bem mesmo...
agora é torcer pra ele rebaixar o flamengo pra segunda divisão...
afinal, ter um time da Segundona disputando a Libertadores já está virando uma tradição
o único consolo pro vice é ver o framengo na segundona ano que vem!
"uma vez flamengo, sempre flamengo..."
né lívia?
hahahaha
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