Pé frio?
Alguns técnicos se orgulham de sua capacidade de formar equipes vencedoras e, de certa forma, estão certos. No futebol, as vitórias e, principalmente, os títulos medem o prestígio e atestam a competência do treinador.Por muito tempo, Parreira esteve protegido por uma armadura poderosa. Em 1994 ele foi bastante questionado, mas conseguiu um título que muitos julgavam impossível. As critícas não desapareceram, mas ele conseguiu com aquele triunfo reunir autoridade suficiente para resguardar o seu trabalho. Com a derrota, na Copa da Alemanha, os defeitos, aparentemente esquecidos, retornaram e, como se nunca tivessem deixado de existir, transformaram o técnico campeão em uma besta, da noite para o dia.
Um título é como um quebra-cabeça, que só fica realmente completo se todas as peças trabalharem em harmonia. Em alguns momentos, mesmo com tudo a favor, algumas coisas parecem não funcionar. É impressionante como algumas equipes, aparentemente vencedoras, conseguem deixar a taça escapar nos últimos instantes. E chega a ser assustador quando percebemos que certos técnicos são verdadeiros “campeões” em perder campeonatos.
Muitos quando pensam nesse aspecto logo lembram de Levir Culpi. Atualmente no Galo, Levir tem experiência em chegar em segundo. Eu acreditava que certos vice-campeonatos surpreendentes não aconteciam no sistema de pontos corridos. Levir me provou o contrário. Em 2004, comandando o Atlético-PR, ele conseguiu perder o título para o Santos, com duas derrotas impressionantes, para os times fracos do Vasco e do Botafogo.
É como se alguma força interna não permitisse que tais treinadores alcançassem o êxito, como se a idéia de vencer pudesse destruí-los. Para muitos essa característica está relacionada à falta de vibração, a apatia.
Mas eis que aparece Abel Braga. Ele grita, cobra, é um técnico vibrante, mas nem por isso escapa da triste sina da “morte na praia”. Em 2004, Abel gritou muito e viu o seu Flamengo perder para o Santo André, em pleno Maracanã. Um ano depois, em São Januário, Abel comandava o Fluminense e viu o Paulista, de Jundiaí, levar o título. Tudo parecia superado e a vaga da Libertadores parecia assegurada, quando na reta final do Brasileirão as coisas no Flu começaram a desandar. Na última rodada, depois de cinco derrotas seguidas, perdeu mais uma, justamente para o Palmeiras, que ficou com a vaga.
Nesta temporada, o Internacional montou uma grande equipe e para comandá-la chamou Abel Braga. Com a base do elenco que foi vice-campeão brasileiro em 2006, o Inter fez planos ousados e montou um time forte. Na primeira tentativa, Abelão gritou muito de novo, mas não adiantou. Foi a vez do Grêmio levantar o caneco gaúcho, fato que não acontecia desde 2001. No currículo, Abel ainda tem o vice-campeonato Brasileiro de 1988, na primeira vez que dirigiu o Inter. Apesar da vasta experiência como técnico, ele venceu apenas títulos estaduais.
Nesta quarta o Inter leva vantagem contra o São Paulo e pode até empatar para ficar com o título da Libertadores. Tomara que eu esteja errado, mas acho que o tricolor leva essa.






8 comentário(s):
Não nos esqueçamos do super vice-campeonato que o Muricy levou ano passado. Roubado e tudo. Acho que o colorado leva.
IIIIIIIINTER!!!
Vou nadar e morrer...na beira da praia...
Pelo texto do Capixaba, a impressão q dá é q esse estigma de vice persegue ainda mais alguns técnicos do que clubes.
Precisava ficar lembrando, Ronaldo?
boa morcego... seguindo sua linha de comentário não vamos esquecer do maior vice de todos os tempos... o Miami Vice!
Muito bom transparecer com sutileza de que lado está, Capixaba: "Tomara que eu esteja errado..."
Coitado do Levirce... tinha que vir ao mundo com esse nome piada-pronta.
Miami Vice foi ótimo! E o Romário é o centroavante desse time...
abel devia treinar o vasco
Acho que ta pintando um vice tb.. tem jeito não!! kkkkkkkk
Uma dúvida: quem treinou o Atlético-PR, vice-libertadores do ano passado? Só porque está no clima, mesmo... ah, lembrei! Antônio Lopes, tô certo?
Na verdade, acho que "tomara que eu esteja errado" é só pra garantir que o Capixaba vai comemorar o resultado que der.
Cara, mas que joguinho osso de apostar. Continuo achando o jogo em aberto, porque se o Inter resolver jogar com a vantagem desde o início, vai entregar de mão beijada pro São Paulo. Hum...
Aposto que dá pênaltis! Rá!
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