Dunga New Age
Podem dizer que é precipitado, mas a seleção de Dunga já engrenou. Para os adeptos do futebol de resultados, eles nem são tão expressivos: ainda que vencer a Argentina seja bom em qualquer circunstância, um empate com a Noruega não é lá grande coisa e bater o País de Gales é, com o perdão do lugar-comum, nada além da obrigação, ainda que a vitória tenha vindo com o time dito reserva.Mas é fato que estamos jogando um bom futebol, muito superior ao que apresentamos durante a Copa do Mundo. E é aí que reside o grande mérito do novo treinador. Se, no início de seus trabalhos, o time de Dunga já se mostra superior ao time montado por Parreira, é sinal de que a nova turma tem grande potencial. Claro que, assim como o ciclo que se encerrou nos pés de Thierry Henry, a maionese pode desandar. Mas o ex-volante já deu mostras de que pode fazer diferente de seu sucessor.
Confesso que, de início, era contra a nomeação de Dunga. O mercado oferecia treinadores com maior bagagem, como Muricy Ramalho e Paulo Autuori. Se não eram nomes experientíssimos, ao menos levavam vantagem sobre Dunga, modelo zero quilômetro.
No auge do delírio, a CBF cogitou contar com Bernardinho em seu banco de reservas. Decerto, não seria uma opção adequada, mas poderia ser ao menos divertida, que correria o ligeiro risco de funcionar. Bernardinho recusou o convite e deixou a batata quente nas mãos do capitão do tetra, que entendia tanto de distribuir coletes quanto ele. E não é que Dunga está conseguindo fazer um saboroso purê?






2 comentário(s):
Vai dar certo, desde que o anão não coloque o Gordo no lugar do Fred.
E onde entra o Vagner Love nessa história toda?
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